A Piada do dia: “Música eletrônica é barulho, não é música”

Publicado em 26 janeiro, 2012

Hoje no trabalho um colega de trabalho me envio um link de um blog  do estadão com a afirmação acima.
Veja abaixo o texto completo:

Música eletrônica não passa de barulho, e DJ pode ser tudo, menos músico. Aparentemente não há muito o que discutir sobre as duas máximas, mas há gente que insiste em brigar com os fatos, em espancar e torcer a realidade.

Os recursos eletrônicos sempre foram levados em consideração a partir do momento em que se inventou o abominável sintetizador, no finalzinho dos anos 60, trambolho barulhento que encantou gente decente como George Harrison (Beatles) e Pete Townshend (The Who).

Quando usado de forma inteligente e criativa, sem abuso, o sintetizador foi bastante útil, como nas trilhas sonoras compostas por Harrison e nas obras-primas do Who “Who’s Next” e “Quadrophenia”. Infelizmente, por outro lado, foi responsável por algumas das maiores porcarias já feitas dentro do rock.

Por que essa discussão surgiu? Por dois fatos isolados. Um deles foi uma antiga entrevista de Edgard Scandurra, guitarrista do Ira!, uma extinta revista de música pop a respeito do Benzina, seu projeto paralelo dos anos 90 com forte influência da música eletrônica.

Um amigo músico, ex-roqueiro e maluco por novas tecnologias, mas com gosto musical turvado pelas próprias porcarias eletrônicas que andam ouvindo. Ele fazia referência ao fato de Scandurra ter feito elogios às possibilidades criativas a respeito da música cibernética e artificial, feita por máquinas.

Para azar de meu amigo, ficou sozinho na defesa da “música eletrônica” em uma roda de amigos em um churrasco recente. Foi massacrado por gente inteligente e que tem discernimento e que não se contenta com barulhos artificiais de computadores e sintetizadores.

O outro fato que suscitou esse texto foi uma acidental passagem por um fórum roqueiro de discussões na internet, vinculado a uma revista, em que alguém foi igualmente massacrado por elogiar o trabalho da dupla de DJs MixHell, formada por Iggor Cavalera, ex-baterista do Sepultura e atualmente no Cavalera Conspiracy, e sua esposa, a artista plástica Laima Layton.

Assim como qualquer outra trilha de danceteria, o trabalho do MixHell é forrado de barulhinhos eletrônicos irritantes, tem o som artificial de baixo estrondoso e ensurdecedor e sua “trilha melódica” é repetitiva e anódina, como convém às pista de dança. Ou seja, pode ser tudo, menos música.

Respeito demais o trabalho instrumental de Cavalera. Com certeza ainda é um dos mais importantes bateristas de heavy metal, criou um estilo rico e técnico, com peso e velocidade que viraram referência no estilo. A migração para o barulho eletrônico chocou os puristas.

Se a música eletrônica “amplia os horizontes criativos e as possibilidades musicais”, como acredita Edgard Scandurra, então não é o caso do próprio Benzina e muito menos do MixHell, cujos trabalhos, vamos dizer assim, estão bem abaixo das qualidades musicais que o guitarrista do Ira! e Cavalera sempre apresentaram em suas carreiras.

Boa parte dos músicos consagrados e mesmo os de apoio costumam ser diplomáticos ao falar do uso de elementos eletrônicos em seus trabalhos, mas simplesmente ignoram o que conhecemos por música eletrônica, aquele barulho artificial e insuportável das pistas de dança.

Alguns aceitam que produtores criem arranjos com base em barulhos de computador, outros até brincam com os mesmos barulhinhos que os DJs e os incluem de forma discreta em seus trabalhos. Mas são poucos os artistas sérios que realmente fazem uso desses recursos de forma explícita e escancarada.

Dois gigantes do rock cometeram trabalhos péssimos nos últimos 20 anos, seduzidos pela suposta “modernidade”. Eric Clapton escorregou feio com “Pilgrim”, de 1998, CD no qual suas guitarras foram soterradas por arranjos eletrônicos e barulhos artificiais.

Jeff Beck, outro gênio da guitarra, caiu na armadilha e gravou os insuportáveis “Jeff”, de 2001, e “You Had It Coming”, de 2003, sendo que já flertava com o estilo em 1999 no álbum “Who Else!” Beck gostou do resultado de sua ousadia, mas os fãs não. O jeito foi voltar ao rock, ao blues e ao jazz para gravar “Emotion & Commotion” neste ano.

É possível ficar dias e dias colhendo exemplos para torpedear o barulho eletrônico. Quem gosta deste tipo de música se contenta com muito pouco. Isso não é música, e DJ não é músico, é um tocador de CD. No máximo, animador de festa. DJs que acham que são artistas não merecem respeito. São o que são, o que já é demais.

Fico pensando, como pode um site sério como o estadão postar algo baixo e sem fundamento como isso.

Para acessar a matéria na integra e ver todo o debate que gerou acesse este link

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Jefferson Ricardo Bernardino, formado em análise e desenvolvimento de sistemas. Desde que conheceu esse mundo utópico e transcendental não parou mais de pensar nisso, a cada dia que passa sua busca por conhecimento é maior. Para contato segue email e site: jefferson.rbr@gmail.com http://www.jeffersonbernardino.com

COMENTÁRIOS

  1. Postado por: Purple Man from Brasil on 4 fevereiro, 2012, 02:51

    “Fico pensando, como pode um site sério como o estadão postar algo baixo e sem fundamento como isso.”

    O que é passível de incredulidade é que há pessoas que ainda insistem em provar que o geocentrismo e o criacionismo são as leis naturais da vida. Fazer isso é o mesmo que rotular didjêi de músico e trançe-ráuse-dumb-bass de música.

    Abraços ao som de música, coisa inexistente neste blog, http://x.co/foKX

    PAZ!
    AMOR!
    ALEGRIA!

    Purple Man from Brasil

    p.s.: Acreditem ou não, mas NÃO sou o autor do artigo no Estadão.

  2. Postado por: Mano on 5 fevereiro, 2012, 23:49

    num precisa nem falar, agente sabe que vc não é capaz de escrever um artigo! hsuashua nem um ruim desses!

  3. Postado por: Purple Man from Brasil on 6 fevereiro, 2012, 19:08

    Mano

    Considerando o seu “num precisa”, o “agente” e sua onomatopeia derivativa dos canídeos aparentados da hiena “hsuashua”, ambos sabemos quem não tem competência sequer de escrever DUAS linhas inteligíveis.

    Mas eu compreendo: deve ser muita electronic-nóize-tuts-tuts na cachola, não é?

    Abraços ao som de música, algo inexistente por aqui: http://x.co/gOA1

    PAZ!
    AMOR!
    ALEGRIA!

    Purple Man from Brasil

  4. Postado por: Leoo on 7 fevereiro, 2012, 08:21

    Ah, que desastre de texto!

    Demasiadamente hediondo!

    Um pseudo apreciador de rock acha que toda sucata de um gênero é oriunda de um aparelho, mas sua visão fútil e recheada de cataratas, logo camufla totalmente a influência das gravadoras sedentas de capital e de um público cada vez mais apelativo!

    Ah, QUANTA FALTA DE GABARITO!

    Essa sátira não passa de uma visão leiga e deturbada.

    “foi responsável por algumas das maiores porcarias já feitas dentro do rock.”

    Como é fácil: Transmitir a incompetência e inabilidade para um aparelho e esquecer 99% do contexto restante.

    E o embasamento? É de algum álbum? Algum projeto novo? É alguma crítica à invasão do low e seu capitalismo selvagem?

    Não, não! todas alternativas incorretas.

    Certamente essa caricatura mal desenhada foi publicada naquele espaço vazio, que precisava ser preenchido rapidamente, mesmo que fosse com um texto desses.

    De cômico, não passou.

    De crítica, está longe.

  5. Postado por: mano on 7 fevereiro, 2012, 22:17

    só vou rir, perder tempo discutindo isso é bobagem!

  6. Postado por: ruben monteiro on 8 fevereiro, 2012, 19:56

    ola irmaos do transe venho ka dizer ke este mundo esta mesmo mal de vverdade o povo so ve os erros dos outros esta mal de verdade a ke mudar mesmo olha posso dizer para kem kizer ouvir i saber eu tenho 23 anos sou bom um bom rapas tenho tudo com a graça de deus por me mustrar o transe tenho tudo dinheiro casas carros o mke eu kizer mesmo nao vou estar a gabarme mas sou eu um puto de um riko i tudo a custa do transe vivo com negocios meus tipo restaurantes umas discos umas casas de meninas brazukas bom algo mas sempre em todo lado estas ideias a ouvir transe sabes podes sim um dia ver ke nao sou nenhum merdas eu sou ruben tu es tu agora tens umas ideias ne muda e facil eu tambem pemssei ka a escola era tudo mas poche tenho o 6 ano i bom posso um dia tirar um curço para ter um diploma mas na agora festas todos os dias estou la i e de festas ke pago a toda a gente ne as pessoas ke estao nos meus negocios eles e so tipo trabalhar eu nada trabalho sim mas com a cabeça nao com as maos ou com os pes bom gosto muito estar a falar po ba ki olha e para passar um tempo a ouvir transe e eskrever falai se kereis i ya se sois portugas ne amdo sempre a falar e por sms nao gosto de chamadas mas se tiver ke ser va abrei os olhos 1 ves na vida 913027753 para seila falarem

  7. Postado por: BeuceChapolinBr on 10 fevereiro, 2012, 10:57

    Deixando esse texto sem fundamentos de lado. Aparentemente feito por um extremo Nerd do rock, eu vejo a musica da seguinte forma:
    Um DJ é um apreciador da musica que TOCA. Digamos então que ele é um PRATICANTE.
    Assim como um PRATICANTE de Violão ganha seus trocados TOCANDO musica sentando num banquinho, ao lado de um balcão de Bar, na cidade a fora.
    Assim como um religioso que toca suas músicas nos Cultos. Ele toca uma musica que decorou/aprendeu.

    Essas pessoas se diferem de outras que utilizam de sua criatividade para transpor uma ideia em Arte…Um cara que compoe uma nova musica, um cara que Estuda musica. Seja la como for.
    Usando milhares de equipamentos eletronicos COMPONDO, ou PRODUZINDO (como nós, da cena eletronica dizemos) ou usando instrumentos contemporaneos ou ate mesmo objetos do dia a dia (como Hermeto Pascoal…quem nao o conhece).
    O instrumento de um produtor de musica eletronica são os equipamentos que sao capazes de criar sons que ele usa para suas composições. AS musicas não aparecem sozinhas, nao sao afinadas sozinhas e não se encaixam em um conpasso sozinhas.
    Assim como no violao, piano, violino ou ate a guitarra distorcida, para os que gostam de rock. Isso quem faz é o MUSICO. Ele tem ouvidos e conhecimentos apurados para isso, alem de um fator de Criatividade e talvez DOM
    Musicalidade por musicalidade, o rock é muito pobre em relação a outros gêneros.

    Entao o que eu vejo é que exitem o Musisista, Musico e Praticante de algum instrumentos. Ai entre enterpretes e etc.

    E é triste como as ‘tribos’ não se respeitam ou respeitam os outros. Não gosto de pagode. Não é por isso que saio escrevendo por ai que pagode não é musica e etc. Musica é a junçao de varios sons com ritimo definido ou não.
    Agente ‘toca’ musicas no pensamento. Tavez um surdo, que nunca tenha escutado na vida, escute/faça musica em sua mente

    bom..chega eheheh

  8. Postado por: Purple Man from Brasil on 10 fevereiro, 2012, 15:48

    “Um DJ é um apreciador da musica que TOCA.”

    Não. didjêi é um apreciador do ruído que faz. Música é OUTRA coisa.

    didêi talvez seja um Musisista (jamais musicista) ou um enterprete (nunca um intérprete).

    Abraços ao som de música, coisa inexistente neste blog, http://x.co/ganW

    PAZ!
    AMOR!
    ALEGRIA!

    Purple Man from Brasil

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