No trance nós acreditamos

Um blog sobre música eletrônica, cultura trance e o mundo das raves.
inspirese468

O LSD usado em pesquisas científicas: Soldados britânicos.

março5

A partir de hoje vou começar com uma série de posts relacionados ao LSD e suas aplicações científicas, vou fazer posts todas as semanas abordando uma nova face desta que é considerada uma das drogas mais potentes já inventadas pelo ser humano.

“Por causa da Segunda Guerra, automóveis não podiam circular na cidade e o trajeto foi feito de bicicleta. Na garupa, Hoffmann observava uma paisagem distorcida e ondulada, e embora seu colega pedalasse com pressa, sua sensação era a de que ambos não saíam do lugar. “Uma vez em casa, minha condição começou a assumir formas ameaçadoras . Tudo no quarto girava ao meu redor e os objetos mais familiares assumiam formas grotescas. A vizinha, que reconheci parcamente, trouxe-me leite e, durante a noite, bebi mais de dois litros. Ela não era mais a senhora R. mas uma bruxa malévola, insidiosa, com uma máscara colorida.”
Albert Hoffman em 19 de abril de 1943

O vídeo acima trata-se de uma pequena parte de um documentário feito pelo governo britânico chamado Space cadet que foi gravado no Centro de Pesquisas Porton Down em Wiltshire, na Inglaterra, infelizmente está em inglês.

A tropa, totalmente surtada, não consegue cumprir comandos básicos. Depois de um tempo, os soldados caem em gargalhada no meio de um exercício militar.

O governo britânico realizou experimentos semelhantes no MI6, como era chamado seu serviço de inteligência. Entre 1953 e 1954, um grupo de “voluntários” recebeu a droga alucinógena pensando que participava do estudo de um remédio para resfriados. Nos registros do projeto encontra-se o relato de um rapaz, na época com 19 anos: “Via as paredes derretendo, rachaduras no rosto das pessoas, os olhos escorregando até as bochechas, como numa pintura de Salvador Dalí”.

Tanto nos Estados Unidos como no Reino Unido, as pesquisas concluíram que o LSD não era a droga adequada para seus objetivos. Em 2006, o governo britânico assumiu a responsabilidade do testes e indenizou os participantes.

Lembrando que este post não tem intuito nenhum de fazer apologia ao uso de nenhum droga, somente mostra um ponto de vista informativo ao leitor.

inspirese468

A arte do baseado – Cliff Maynard.

fevereiro1

Essa é uma indicação de um amigo/parceiro de trabalho que morou no Canadá durante um tempo e é um grande conhecedor da arte.
O americano Cliff Maynard desenvolve um tipo de arte no mínimo exótica, Cliff produz suas obras ao melhor estilo “jamaicano” usando as pontas do baseado para elaborar as imagens, e assim ainda ajuda o meio ambiente, reciclando as pontas do baseado.

O curioso é pensar a forma como ele consegue material para a produção das peças(rs), esse trabalho deve ser extremamente prazeroso pra Cliff.

Veja alguns trabalhos feitos pelo americano logo abaixo ou visite o site do artista no link http://www.chronic-art.com, o artista também disponibiliza as peças para venda.

Post original em: http://www.torresmofresco.com.br/?s=arte+baseado.

Jesus - arte do baseado

Bob Marley - arte do baseado

Snoop Dogg - arte do baseado

John Lennon - arte do baseado

inspirese468

Amanda Feilding, mais uma defensora do LSD!

janeiro26

Amanda Feilding é diretora da Beckley Foundation, o trabalho da fundação é dirigir e apoiar pesquisas como a prática utilizada para alterar nosso estado de consciência.
A seguir alguns trechos interessantes de uma matéria feita na revista Galileu pela própria Amanda Feilding.

” Já faz 35 anos que estamos impossibilitados de usar o LSD em nossos experimentos. É um preconceito ilógico e com qual espero ajudar a acabar.
É triste ver que as novas tecnologias que desenvolvemos não podem ser usadas para estudar os efeitos das drogas psicodélicas em nossa cabeça. Com essas drogas poderíamos analisar como as mudanças no nosso cérebro alteram o que a gente vê e sente. Poderíamos aprender como nossa mente funciona.
Um dos meus objetivos na Beckley Foundation é liberar o uso do LSD para os neurocientistas de todo o mundo.
Em parceria com a Universidade de berckley, na Califórnia, analisamos como as ondas cerebrais se alteram depois da ingestão do LSD e como essa alteração afeta a criatividade. Levou dois anos para conseguirmos permissão para o estudo, e mas uma ano para conseguirmos a droga. É até engraçado demorarmos tanto tempo para conseguir o que qualquer maluco consegue andando apenas alguns quarteirões.
Não há nada perigoso nessas experiências. Além disso as drogas psicodélicas não são viciantes e nem tóxicas.
É por isso que essas drogas tem que ser legalizadas. Convenhamos, não importa se permitimos ou não o uso de psicodélicos, ele vai acontecer. Logo, o melhor a fazer é instruir as pessoas sobre o modo mais seguro de fazer isso.
Em ves de perigoso, o uso de LSD pode ser bastante transformador. Ele possibilita às pessoas verem as coisas com um novo olhar. Ele pode mudar as pessoas, fazendo-as perceber a relação da humanidade com o Universo e a interligação entre todas as coisas.”

O link para a matéria original está aqui, vale a pena ler, é muito interessante!

http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI113880-17770,00-PESQUISADORA+DEFENDE+NOVOS+EXPERIMENTOS+COM+LSD.html

inspirese468

Review Universo Paralello #10

janeiro11

Enfim conseguimos nos recuperar! Desculpa pela demora e abandono do blog pessoal, é que estava um pouco difícil voltar a realidade depois de uma semana no paraíso.

Bom, vou tentar resumir a nossa experiência mas sem deixar nenhum ponto importante para trás.
O nosso perrengue começou antes mesmo de chegarmos no festival. Escolhemos ir com uma excursão um tanto famosa de São Paulo,  a Turbalada ( só de lembrar desse nome já me dá raiva), saimos de São Paulo com 5 horas de atraso, tudo isso porque o Kadu dono da excursão vendeu lugares a mais no buss e nós não tinhamos como ir.

Depois de tudo resolvido lá fomos nós encarar 32 horas de viagem, chegamos no UP dia 28 antes do almoço, todos cansados da viagem, o camping da alternativa já estava lotado então ficamos próximo do chill out, o que atrapalhou no nosso encontro com o pessoal do blog.
Barracas montadas fomos dar um mergulho no “rio”, que de rio não tinha nada, pois era de água salgada. Sentamos no meio do rio e ficamos observando a praia, era tanta emoção que não tinhamos palavras para descrever o que estavamos sentindo naquele momento, ficamos ali parados apenas olhando, como se tudo aquilo fosse um grande sonho.

Depois de admirar tanta beleza fomos conhecer o resto do festival e paramos na pista alternativa para conferir a apresentação de Tim Healey, eu sou um pouco suspeita para falar isso, mas, para mim foi um dos momentos mais especiais do festival. Estavamos tão entertidos que até perdemos a abertura do main floor, depois de atravessar o festival inteiro de baixo daquele sol fortíssimo chegamos ao local mais esperado da festa e mais uma vez ficamos sem palavras diante de tanta beleza. Passamos a maior parte do tempo no main floor vendo as memoráveis apresentações de diversos dj’s, mas, infelizmente perdemos várias atrações.

Os destaques foram muitos, entre eles Neelix foi um dos mais aplaudidos, a apresentação de Ekanta também foi linda sempre interagindo com o público, foi um daqueles momentos em que eu me perguntava “será que isso está mesmo acontecendo”.

Todas as apresentações foram perfeitas tendo destaque para Analog Drink, M-Theory, Dickster, Sonic Species, Quantize, Fearsome Engine, Headroom, Freakulizer, Tristan, Laughing Budha, E-Jekt e Liquid Soul.
Outra apresentação muito especial foi Rica Amaral que no main floor foi perfeito e no chill out então foi surpreendente, lindo demais.


É muito difícil explicar a sensação de estar em um evento como este, seria uma mistura de sensações que eternizam cada momento vivido naquele local, é impressionante como há mudanças de pensamentos e ponto de vista quando se volta do Universo Paralello, parece que agora depois de muitos anos frequentando raves e eventos de e-music realmente conhecemos este movimento alternativo que chamamos de  “Woodstock do século 21″ onde se enfatiza a fundo a contracultura.

Com certeza essa foi a maior experiência que tivemos em nossa vida graças a tudo que vivemos e presenciamos, o que nos gerou uma certa curiosidade e espanto também foi o grande número de estrangeiros que haviam no festival, vimos pessoas de todas as raças, credos, cores, tipos e nacionalidades diferentes criando assim uma atmosfera de grande diversidade.

Certo dia fomos a feira-mix em um estande de legal highs(drogas legalizadas) e conversando com um rapaz que estava lá ouvimos uma frase que dizia tudo sobre o evento, “Aqui é proibido proibir…”, ou seja não há regras, é muito interessante isso já que em um lugar que não há regras há tanta paz, harmonia e felicidade estampada no rosto de cada pessoa que está ali naquele local em seu momento particular.
Mas nem tudo são flores no festival, houve um grande problema quanto a estrutura do evento, a falta de água na região, como todos sabemos o estado da Bahia tem uma grande dificuldade quanto ao abastecimento de água sendo assim em vários momentos não havia água nem para se tomar banho nem para a limpeza dos banheiros criando assim uma ambiente caótico em questão a higiene, outro ponto negativo também foi a falta de consciência do público quanto a suas necessidades fisiológicas(cocô) e poluição do meio ambiente jogando lixo no mar e na mata ignorando assim todos os lixos que a organização do evento disponibilizou.

É extremamente complicado descrever o Universo Paralello, há estórias e estórias para se contar mas se fossemos descreve-las aqui no nosso querido blog com certeza iriamos perder um grande tempo aqui, a única forma de se entender isso é indo e provando cada sensação que é proporcionada pelo festival e pelo momento de utopia social onde a única preocupação que temos é com nós mesmos.

inspirese468

Timothy Leary: o papa do LSD.

dezembro3

O escritor e psicólogo americano Timothy Leary ficou mundialmente conhecido como o papa do LSD, Timothy pregava o uso de alucinógenos para terapias sociais.

Para Leary tudo começou em agosto, quando professor de psicologia da universidade de Harvard, experimentou o LSD, droga sintetizada em laboratório, que era vista como analgésico e que podia aliviar a dor física e psíquica, comentava-se também a possibilidade de uso da droga na psicologia e psiquiatria, na medida em que poderia ajudar a compreender o universo do pensamento humano.

A partir dai, Leary começou a defender a tese de que o cérebro humano tem uma infinidade de potencialidades, podendo até operar em dimensões de tempo e espaço inusitadas. Dizia que ácido lisérgico é o passaporte que leva o homem além das previsíveis e limitadas fronteiras da consciência, permitindo-lhe gratificantes viagens de autoconhecimento.

Sua luta desde então, foi à expansão da mente, fornecendo ao homem um terceiro olho, que lhe faria enxergar o mundo com uma profundidade maior. O psicólogo acabou sendo expulso de Harvard; a droga que não era proibida na época tornou-se uma febre na América como a novidade do momento.

Dentre seus usuários, a maioria eram universitários e intelectuais consagrados. O termo psicodélico significa manifestação da mente e passou a ser empregado para se referir a estados de alteração da mente ligados a LSD; o ácido se tornou mais popular que a maconha, sendo adotado pelas diversas comunidades hippies espalhadas pelo mundo.

Leary começou a ser visto como fanático, místico, um alquimista distante do universo científico acadêmico, acabou por se transformar no guru lisérgico de uma cruzada religiosa, cujo deus responde pelo nome de LSD.

Além dos jovens alegres e descompromissados que davam o maior destaque às questões comportamentais e existênciais, havia a ala da juventude engajada nas questões sociais, crente na força da ação política como motor das transformações, conhecida como poder jovem.

Tanto a liberdade individual foi importante para a revolução, quanto à revolução para a liberdade individual e para a revolução cultural que caminhava ao lado da revolução política. Começaram a pipocar no mundo organizações políticas progressistas ou de esquerda. Uma das mais importantes foi SNCC: Students Non Violent Coordinating Committee, dirigido por um líder religioso seguidor de Martin Luther King. Os negros mais exaltados organizaram vários grupos radicais, como o Black Panter, em 1966.

Post retirado do blog: http://www.fashionbubbles.com

inspirese468

O que podemos esperar para 2010???

novembro30

Ouvir musica eletrônica

O nosso magnífico mundo das raves em 2009 foi marcado por cancelamentos, festas desorganizadas com um line up incrível e muita polêmica envolvendo grandes festas e muita droga.
O ano de 2009 foi maravilhoso e ao mesmo tempo triste, vimos as raves serem invadidas por modismos e pessoas sem o verdadeiro  espírito da festa; vimos festas totalmente desorganizadas, sem respeito nenhum com o público, mas com um line up que deixava qualquer um de boca aberta; vimos a mídia acabar com a reputação das raves sem dó nem piedade; cancelamentos de festas muito esperadas pelo público; edições de aniversário que nem deveriam ter ocorrido de tão ruim que foi e muitos outros acontecimentos!
Eu sei que o ano ainda não acabou, mas, pelo menos aqui no estado de São Paulo não sobraram mais muitas opções de festas, agora é só aguardar pelo UP#10.
Com base nas festas do ano podemos ter uma idéia de como vai ser em 2010, ou não né, quem sabe os produtores resolvem nos surpreender com algo novo e de qualidade! No mês de março temos a Kaballah, que pelo menos a mim não agradou nem um pouco na última edição, ainda mais por ser uma edição de aniversário, e também temos a Orbital, que vem pra completar 8 anos de existência e provavelmente promover o novo álbum do Eskimo que “dizem” estar sendo produzido agora nesses últimos meses do ano ( quero só ver o que vai vim por aí ).
Estão pedindo muitos nomes de low bpm para as próximas festas, só espero que eles não entrem na moda de fazer festas com a maioria dos artistas de low, tem muito projeto bom e novo de full on por aí, as festas de 2010 tem tudo para serem maravilhosas, vamos ver o que nos aguarda!!!
Eu espero um pouquinho mais de respeito por parte dos organizadores com o seu público, muita música boa, muita coisa nova, muita energia positiva e que as raves caiam no esquecimento do pessoal que não curte realmente o nosso mundo e vai só pra acabar com a nossa festa!!!!
E vocês leitores o que estão esperando para as festas de 2010?

inspirese468

“A solução é liberar todas as drogas”

novembro24

banner_legalizacao_maconha

A frase acima foi dita por Jack Cole, um ex-policial americano que prendeu muitos traficantes enquanto ficou infiltrado no tráfico na década de 70.
Jack Cole passou 14 anos infiltrado em grupos de traficantes de Nova Jersey, nos EUA, hoje ele dirige uma ONG que reúne juízes, promotores e policiais em 76 países, a favor da legalização das drogas.
O ex-policial diz que com a legalização da drogas o consumo entre jovens cai 22% e as mortes por overdose 52%, isso foi um fato que acorreu em Portugal em 2001 quando o governo descriminalizou as drogas.

“se você legalizar a droga, sabe o que vai acontecer do dia seguinte nos morros do Brasil? Eles vão estar fora do negócio, não vão ter mais território para defender. Eles só tem armas porque precisam se defender da polícia e das outras gangues.” diz Jack Cole.

Abaixo algumas perguntas que a revista época fez para o ex-policial:
* Porque o senhor faz uma relação entre o número de presos na década de 70 e o aumento do tráfico hoje?
Cole= Prendemos gente que tinha recuperação, que não era exatamente um traficante. Gente comum que foi para a cadeia e lá conheceu traficantes de verdade, fez um verdadeiro curso intensivo de tráfico e outros crimes. E não se recuperam quando saem de lá. Quem vai dar emprego? A alternativa é traficar mais, roubar e matar, ainda mais depois de fazer amizades e se profissionalizar na cadeia. A única forma de quebrar essa corrente é liberar as drogas.
*Mas, se a maconha for liberada, aparecerá alguém traficando cocaína. Se a cocaína for liberada, aparecerá alguém vendendo crack…
Cole= E por que não podemos liberar tudo de uma vez? Temos de liberar todas as drogas. No momento em que liberarmos, acabará o tráfico. Ele simplesmente não vai mais precisar de armas, nada disso. As drogas seriam vedidas em qualquer lugar, e o consumidor saberia exatamente  o que ele está usando, como vocês tem na embalagem de cigarro os avisos de todas as substâncias que o produto contém. Os governos deram às polícias a missão de proteger os adultos de si próprios. Isso não faz sentido. Não funcionou com o álcool, e nós levamos 30 anos para perceber isso. Na hora em que legalizamos o álcool, acabou o crime provocado pelo álcool.

inspirese468
Page 1 of 3123»
DJ Glen