No Trance Nós Acreditamos

Um blog sobre música eletrônica, cultura trance e o mundo das raves.

LSD com anfetamina, verdade ou mentira?

agosto30

Essa postagem é uma dica de nossa amiga Dani, visa esclarecer algumas duvidas sobre fatos que as vezes ouvimos falar por ai, tentei resumir bastante porém é uma matéria bem longa, mas vale a pena conferir.

Como muitos já ouviram, corre o boato de que os “blotters” (papel absorvente) de LSD-25 (dietilamida do ácido lisérgico), o popular “doce”, vendidos nas ruas contém anfetaminas (ou fenilisopropilaminas). Isso porque, diversas vezes, quando tomam a substância, alguns usuários relatam um gosto amargo (LSD-25 não tem gosto) e sentem o efeito “speed” semelhante ao provocado pela ingestão de anfetaminas.  Assim, de cara, a maioria compra a ideia e sai replicando tal informação. Dessa maneira nascem os mitos, e aos mais inquietos resta à investigação. Com isso, este post objetiva desconstruir e enterrar de uma vez por todas a “lenda do “blotter” de LSD com anfetamina”, contribuindo para o desentorpecimento da razão.

Para começar, vale apresentar a substância em questão. LSD-25, prazer! Sintetizado a partir do ácido lisérgico, que, por sua vez, é fruto do “ergot” (fungo do centeio), pela primeira vez, em 1938, pelo químico Albert Hoffman, acabou proibido vinte e dois anos depois – também pode ser sintetizado a partir da “morning glory”. Trata-se de um psicoativo poderoso, que de acordo com o historiador Henrique Carneiro, em sua “Pequena Enciclopédia da história das drogas e bebidas”, pg 169: “foi objeto de pesquisa secretas da CIA e o dos exércitos do mundo, que se impressionaram com a capacidade de se produzir efeitos mentais tão avassaladores com quantidades tão ínfimas, pois com 100 gramas pode-se obter mais de 1 milhão de doses.” Assim, a dose do LSD é medida em microgramas e, para termos ideia, as doses de anfetamina são medidas em uma escala mil vezes maior, os miligramas.

Desconstrução do mito

Pois bem, vamos às evidências que apontam para a quebra do mito. Segundo Rafael Guimarães dos Santos, doutorando em Farmacologia pela Universidade Autonoma de Barcelona: ”doses de anfetaminas são em miligramas, a superfície do blotter seria muito pequena para doses efetivas de anfetaminas, ainda mais por via oral”. Então, não tem porque não cabe? A resposta poderia ser fácil assim, mas não é. Rafael completa: “…embora o “blotter” seja uma superfície pequena, poderia ser o veículo de doses muito pequenas de anfetaminas”. Segundo estudo publicado no site da revista Nature , uma dose baixa de anfetamina para o homem seria de 0.25 MG/KG, ou 17.5 mg para alguém pesando 70kg – muito além da capacidade de um ‘blotter” que vemos por aí e cem vezes maior do que uma dose regular de LSD, contendo 170 mcgs. Sendo assim, é possível carregar anfetaminas em um “papelzinho”, mas a dose seria tão pequena que não causaria qualquer reação no usuário, não seria uma “dose efetiva”. Mas e o efeito “speed”, o que o provocaria? “Como a maioria dos alucinógenos, o LSD pode produzir ansiedade e estimulação, assim como as anfetaminas. Claro que estas substâncias (os alucinógenos) possuem outras características que as diferenciam das anfetaminas…” , afirma o farmacologista.  O site www.erowid.org, um dos maiores e mais respeitados acervos virtuais sobre psicoativos, lista os seguintes efeitos negativos do LSD, que podem ser confundidos com efeitos causados por anfetaminas:

- ansiedade

- tensão muscular e nas mandíbulas

- aumento na transpiração

- dificuldade em regular a temperatura do corpo

- insônia

- tontura, confusão

- megalomania

- paranóia, medo e pânico

(retirado de: http://www.erowid.org/chemicals/lsd/lsd_effects.shtml)

Então, frente ao quadro, o “blotter” de LSD encontrado nas ruas muito provavelmente não apresenta anfetaminas. Afinal, não faria o mínimo sentido um traficante colocar micro-doses do psicoativo em seu “doce”, já que não causaria efeito algum e ainda encareceria o custo da produção.

Mas e o gosto amargo, de onde vem? Uma das explicações mais aceitas, também dando conta do efeito “speed”, aponta para certas impurezas que podem “infectar” o processo de fabricação do LSD, que é muito trabalhoso. Durante seu período na legalidade, grandes laboratórios como o Sandoz (www.sandoz.com) desenvolviam a substância, que precisa de cuidados especiais para ser sintetizada. O próprio Hoffman, em seu livro “LSD, minha criança problema”, (download aqui) pg 35, relata:

“O LSD é muito sensível ao ar e à luz. É oxidativamente destruído no ar pelo oxigênio e é transformado em uma substância inativa sob a influência da luz. Isto deve ser levado em conta durante a síntese e especialmente durante a produção de uma forma estável e estocável de LSD.  Informações de que o LSD pode ser facilmente preparado, ou que todo estudante de química em um laboratório meio-decente é capaz de produzir isto, não é confiável. Procedimentos para a síntese do LSD foram realmente publicados e ficaram acessíveis a todo mundo. Com estes procedimentos detalhados na mão, químicos poderiam executar a síntese contanto tivessem ácido lisérgico puro à sua disposição; hoje, porém, sua posse está sujeita aos mesmos regulamentos rígidos como o LSD. Para isolar o LSD na forma cristalina pura a partir da solução de reação de maneira a produzir preparações estáveis requer, todavia, equipamentos especiais e uma grande experiência específica adquirida que não é facilmente obtida, e isto se deve (como declarado anteriormente) pela grande instabilidade desta substância”.

Ou seja, quando caiu na ilegalidade, em 1966, o LSD-25 despencou em qualidade – talvez até tenha se perdido. Na tentativa de sintetizar tal substância, muitas vezes um químico pode chegar a outros derivados do “ergot”. Hoffman e outros, em suas experiências, descobriram “primos” do LSD. Vale lembrar que o LSD-25 é uma molécula única e qualquer mudança no processo pode resultar em outras substâncias como o ALD-52, MLD-41, iso-LSD e etc. Elas seriam parentes “mais fracas” da “criança problema” de Albert Hoffman. Além disso, mesmo com sucesso na fabricação, o armazenamento do LSD teria que ser muito cuidadoso. Visto que se trata de uma molécula instável, os laboratórios que o fabricavam armazenavam suas amostras em frascos fechados a vácuo, em gás nitrogênio.  É difícil imaginar que tais cuidados seriam tomados nas famosas biqueiras que hoje comercializam o que chamam de “doce”.

Realidade perturbadora

Além da muito aceita explicação das impurezas para o gosto amargo, existe outra teoria, popular em fóruns virtuais mundo afora, que também faz sentido e, ao mesmo tempo, assusta qualquer usuário. Ela diz que os “blotters” de LSD-25 vendidos no mercado negro, na verdade, não se tratam de LSD, mas de outras substâncias que nem são originárias do “ergot, como a DOB (2,5-dimethoxi-4-bromoanfetamina) e a DOI(2,5-dimethoxi-4-iodoanfetamina). Elas são conhecidas como “cápsula do vento” (quando em cápsulas) e pertencem a “família” da MDA, cujo filho mais conhecido é o “ecstasy” (MDMA). Ambas também são vendidas no formato de “blotters”, apresentando baixa dosagem efetiva (maior que o LSD-25 e menor que a anfetamina, ver quadro após o texto), possuem gosto amargo e trazem efeitos alucinógenos semelhantes aos do LSD. O grupo a qual pertencem é chamado de “anfetaminas psicodélicas”- não confundir com anfetamina, pois a dose efetiva desses psicoativos é extremamente menor. São da mesma “família”, mas dizer que são equivalentes seria como, em comparação grosseira, igualar o crack a cocaína pelo simples fato de se originarem da mesma matéria prima. Vale ficar atento, pois DOB e DOI são substâncias similares entre si e com elevado grau de toxicidade, ao contrário do LSD-25, que é praticamente inofensivo ao organismo.

Dada a dificuldade em fabricar LSD-25, o mercado negro pode se aproveitar da obscuridade gerada pelo proibicionismo e vender outras drogas, de manuseio mais fácil, como se fossem LSD. O usuário, sem saber, pode ingerir uma substância letal, quando usada em grandes quantidades. O principal dano de alteradores de consciência, como nas anfetaminas, é causado no sistema vascular, ou seja, se tomar um “doce”, sentir um gosto amargo e dormência nas extremidades ou até mesmo dor nas articulações, procure um médico e apresente overdose de DOB e DOI como uma das possibilidades da causa de seus sintomas. Além disso, se sentir desconforto nos olhos e/ou no corpo todo, espasmos e dor nas costas (umas puxadas), é quase certo que ingeriu DOB ou DOI. Fique atento!

Conclusão

Anfetamina no “doce”? Nem pensar! Tudo indica que esse é mais um “narco-mito” que ecoa e ganha vida devido à falta de informações e pesquisas sobre psicoativos. Mas calma lá. Não vá sair falando que é impossível colocar anfetaminas em um “blotter”, é possível, mas a quantidade não causaria qualquer efeito no usuário. Dificilmente um traficante comercializaria a mistura, pois ela só encareceria o processo de fabricação e não traria nenhum benefício. Para os mais chatos, sim, se alguém fizer um “blotter” bem maior do que o usual – cerca de 15 vezes maior – ele poderá carregar doses efetivas de anfetamina. Ou seja, analisando o quadro, se sentir um gosto amargo e o “papelzinho” estiver mais para “papelzão”, desconfie, pois, como sabemos, o verdadeiro e único LSD-25 é inodoro, incolor, sem sabor e não pede plataformas grandes, já que suas doses são microscópicas, pesando praticamente o mesmo que um grão de areia. Para ele, tamanho definitivamente não é documento.

Infelizmente, ao que tudo indica, os usuários, atualmente, ou ingerem “LSD impuro” ou levam outra droga no lugar do filho de Hoffman. O verdadeiro LSD-25 morreu com a sua proibição. Um químico, na clandestinidade, por mais que quisesse fabricar o verdadeiro “ácido”, precisaria de equipamentos caros para produzir, estocar e veicular a substância no mercado. Se alguém tiver acesso a algum “doce” em embalagem farmacêutica fechada a vácuo ou revestido por alguma camada protetora antioxidante, aí sim, grandes chances de ser o puro LSD. Porém, está para circular algo semelhante nas ruas. Aos entusiastas da droga, vai um aviso: talvez você nunca tenha tomado o verdadeiro LSD-25. Com tudo isso, quem perde é a neurociência, a psicanálise e o conhecimento humano de um modo geral.

Para ver a matéria completa acesse este link.

Alguma verdades e mentiras sobre a maconha.

junho11

Verdades:

  • Reprimir não reduz o consumo: Legalizado em 1976 na Holanda, o consumo cresceu de 3% para 12% em 1991. Nos Estados Unidos, a repressão aumentou e o consumo subiu muito mais. Chegou a 50% dos alunos do segundo grau;
  • Maconha pode causar câncer de pulmão: Alguns estudos sustentam que a maconha mais do que a nicotina pode iniciar alterações cancerígenas em células do pulmão;
  • Não prejudica o feto: Não há nenhuma comprovação de que o consumo materno de maconha faça mal ao feto, segundo a OMS;
  • Não atrapalha a performance de desportistas: Atletas como jogadores de futebol que fumam até três cigarros de maconha por dia não apresentam nenhuma diferença de capacidade respiratória em relação aos que não fumam.

Mentiras:

  • Maconha vicia mais do que cigarro e álcool: 90% das pessoas que usam maconha na juventude param de fumar por volta dos 30 anos. Quem experimenta cigarro e álcool continua a consumi-los por muito tempo ou toda a vida;
  • Destrói a atenção, a memória e a capacidade de aprender: as pesquisas negam o cliché do maconheiro sonhador e distraído. Fumar ou não produz diferenças mínimas;
  • É mais fácil parar de beber do que parar de fumar maconha: a abstinência de cannabis pode gerar na pior das hipóteses insónia, ansiedade e sintomas semelhantes aos de um resfriado;
  • Não existe maconha de laboratório mais forte e viciante:Pacientes que procuram centros de desintoxicação permitem observar que isso está de fato acontecendo.

Retirado da revista ISTOÉ de 25 de Fevereiro de 1998.

Este post não tem intenção nenhuma de induzir ou fazer apologia a nenhum tipo de droga.

O LSD usado em pesquisas científicas: Soldados britânicos.

março5

A partir de hoje vou começar com uma série de posts relacionados ao LSD e suas aplicações científicas, vou fazer posts todas as semanas abordando uma nova face desta que é considerada uma das drogas mais potentes já inventadas pelo ser humano.

“Por causa da Segunda Guerra, automóveis não podiam circular na cidade e o trajeto foi feito de bicicleta. Na garupa, Hoffmann observava uma paisagem distorcida e ondulada, e embora seu colega pedalasse com pressa, sua sensação era a de que ambos não saíam do lugar. “Uma vez em casa, minha condição começou a assumir formas ameaçadoras . Tudo no quarto girava ao meu redor e os objetos mais familiares assumiam formas grotescas. A vizinha, que reconheci parcamente, trouxe-me leite e, durante a noite, bebi mais de dois litros. Ela não era mais a senhora R. mas uma bruxa malévola, insidiosa, com uma máscara colorida.”
Albert Hoffman em 19 de abril de 1943

O vídeo acima trata-se de uma pequena parte de um documentário feito pelo governo britânico chamado Space cadet que foi gravado no Centro de Pesquisas Porton Down em Wiltshire, na Inglaterra, infelizmente está em inglês.

A tropa, totalmente surtada, não consegue cumprir comandos básicos. Depois de um tempo, os soldados caem em gargalhada no meio de um exercício militar.

O governo britânico realizou experimentos semelhantes no MI6, como era chamado seu serviço de inteligência. Entre 1953 e 1954, um grupo de “voluntários” recebeu a droga alucinógena pensando que participava do estudo de um remédio para resfriados. Nos registros do projeto encontra-se o relato de um rapaz, na época com 19 anos: “Via as paredes derretendo, rachaduras no rosto das pessoas, os olhos escorregando até as bochechas, como numa pintura de Salvador Dalí”.

Tanto nos Estados Unidos como no Reino Unido, as pesquisas concluíram que o LSD não era a droga adequada para seus objetivos. Em 2006, o governo britânico assumiu a responsabilidade do testes e indenizou os participantes.

Lembrando que este post não tem intuito nenhum de fazer apologia ao uso de nenhum droga, somente mostra um ponto de vista informativo ao leitor.

A arte do baseado – Cliff Maynard.

fevereiro1

Essa é uma indicação de um amigo/parceiro de trabalho que morou no Canadá durante um tempo e é um grande conhecedor da arte.
O americano Cliff Maynard desenvolve um tipo de arte no mínimo exótica, Cliff produz suas obras ao melhor estilo “jamaicano” usando as pontas do baseado para elaborar as imagens, e assim ainda ajuda o meio ambiente, reciclando as pontas do baseado.

O curioso é pensar a forma como ele consegue material para a produção das peças(rs), esse trabalho deve ser extremamente prazeroso pra Cliff.

Veja alguns trabalhos feitos pelo americano logo abaixo ou visite o site do artista no link http://www.chronic-art.com, o artista também disponibiliza as peças para venda.

Post original em: http://www.torresmofresco.com.br/?s=arte+baseado.

Jesus - arte do baseado

Bob Marley - arte do baseado

Snoop Dogg - arte do baseado

John Lennon - arte do baseado

Amanda Feilding, mais uma defensora do LSD!

janeiro26

Amanda Feilding é diretora da Beckley Foundation, o trabalho da fundação é dirigir e apoiar pesquisas como a prática utilizada para alterar nosso estado de consciência.
A seguir alguns trechos interessantes de uma matéria feita na revista Galileu pela própria Amanda Feilding.

” Já faz 35 anos que estamos impossibilitados de usar o LSD em nossos experimentos. É um preconceito ilógico e com qual espero ajudar a acabar.
É triste ver que as novas tecnologias que desenvolvemos não podem ser usadas para estudar os efeitos das drogas psicodélicas em nossa cabeça. Com essas drogas poderíamos analisar como as mudanças no nosso cérebro alteram o que a gente vê e sente. Poderíamos aprender como nossa mente funciona.
Um dos meus objetivos na Beckley Foundation é liberar o uso do LSD para os neurocientistas de todo o mundo.
Em parceria com a Universidade de berckley, na Califórnia, analisamos como as ondas cerebrais se alteram depois da ingestão do LSD e como essa alteração afeta a criatividade. Levou dois anos para conseguirmos permissão para o estudo, e mas uma ano para conseguirmos a droga. É até engraçado demorarmos tanto tempo para conseguir o que qualquer maluco consegue andando apenas alguns quarteirões.
Não há nada perigoso nessas experiências. Além disso as drogas psicodélicas não são viciantes e nem tóxicas.
É por isso que essas drogas tem que ser legalizadas. Convenhamos, não importa se permitimos ou não o uso de psicodélicos, ele vai acontecer. Logo, o melhor a fazer é instruir as pessoas sobre o modo mais seguro de fazer isso.
Em ves de perigoso, o uso de LSD pode ser bastante transformador. Ele possibilita às pessoas verem as coisas com um novo olhar. Ele pode mudar as pessoas, fazendo-as perceber a relação da humanidade com o Universo e a interligação entre todas as coisas.”

O link para a matéria original está aqui, vale a pena ler, é muito interessante!

http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI113880-17770,00-PESQUISADORA+DEFENDE+NOVOS+EXPERIMENTOS+COM+LSD.html

Review Universo Paralello #10

janeiro11

Enfim conseguimos nos recuperar! Desculpa pela demora e abandono do blog pessoal, é que estava um pouco difícil voltar a realidade depois de uma semana no paraíso.

Bom, vou tentar resumir a nossa experiência mas sem deixar nenhum ponto importante para trás.
O nosso perrengue começou antes mesmo de chegarmos no festival. Escolhemos ir com uma excursão um tanto famosa de São Paulo,  a Turbalada ( só de lembrar desse nome já me dá raiva), saimos de São Paulo com 5 horas de atraso, tudo isso porque o Kadu dono da excursão vendeu lugares a mais no buss e nós não tinhamos como ir.

Depois de tudo resolvido lá fomos nós encarar 32 horas de viagem, chegamos no UP dia 28 antes do almoço, todos cansados da viagem, o camping da alternativa já estava lotado então ficamos próximo do chill out, o que atrapalhou no nosso encontro com o pessoal do blog.
Barracas montadas fomos dar um mergulho no “rio”, que de rio não tinha nada, pois era de água salgada. Sentamos no meio do rio e ficamos observando a praia, era tanta emoção que não tinhamos palavras para descrever o que estavamos sentindo naquele momento, ficamos ali parados apenas olhando, como se tudo aquilo fosse um grande sonho.

Depois de admirar tanta beleza fomos conhecer o resto do festival e paramos na pista alternativa para conferir a apresentação de Tim Healey, eu sou um pouco suspeita para falar isso, mas, para mim foi um dos momentos mais especiais do festival. Estavamos tão entertidos que até perdemos a abertura do main floor, depois de atravessar o festival inteiro de baixo daquele sol fortíssimo chegamos ao local mais esperado da festa e mais uma vez ficamos sem palavras diante de tanta beleza. Passamos a maior parte do tempo no main floor vendo as memoráveis apresentações de diversos dj’s, mas, infelizmente perdemos várias atrações.

Os destaques foram muitos, entre eles Neelix foi um dos mais aplaudidos, a apresentação de Ekanta também foi linda sempre interagindo com o público, foi um daqueles momentos em que eu me perguntava “será que isso está mesmo acontecendo”.

Todas as apresentações foram perfeitas tendo destaque para Analog Drink, M-Theory, Dickster, Sonic Species, Quantize, Fearsome Engine, Headroom, Freakulizer, Tristan, Laughing Budha, E-Jekt e Liquid Soul.
Outra apresentação muito especial foi Rica Amaral que no main floor foi perfeito e no chill out então foi surpreendente, lindo demais.


É muito difícil explicar a sensação de estar em um evento como este, seria uma mistura de sensações que eternizam cada momento vivido naquele local, é impressionante como há mudanças de pensamentos e ponto de vista quando se volta do Universo Paralello, parece que agora depois de muitos anos frequentando raves e eventos de e-music realmente conhecemos este movimento alternativo que chamamos de  “Woodstock do século 21″ onde se enfatiza a fundo a contracultura.

Com certeza essa foi a maior experiência que tivemos em nossa vida graças a tudo que vivemos e presenciamos, o que nos gerou uma certa curiosidade e espanto também foi o grande número de estrangeiros que haviam no festival, vimos pessoas de todas as raças, credos, cores, tipos e nacionalidades diferentes criando assim uma atmosfera de grande diversidade.

Certo dia fomos a feira-mix em um estande de legal highs(drogas legalizadas) e conversando com um rapaz que estava lá ouvimos uma frase que dizia tudo sobre o evento, “Aqui é proibido proibir…”, ou seja não há regras, é muito interessante isso já que em um lugar que não há regras há tanta paz, harmonia e felicidade estampada no rosto de cada pessoa que está ali naquele local em seu momento particular.
Mas nem tudo são flores no festival, houve um grande problema quanto a estrutura do evento, a falta de água na região, como todos sabemos o estado da Bahia tem uma grande dificuldade quanto ao abastecimento de água sendo assim em vários momentos não havia água nem para se tomar banho nem para a limpeza dos banheiros criando assim uma ambiente caótico em questão a higiene, outro ponto negativo também foi a falta de consciência do público quanto a suas necessidades fisiológicas(cocô) e poluição do meio ambiente jogando lixo no mar e na mata ignorando assim todos os lixos que a organização do evento disponibilizou.

É extremamente complicado descrever o Universo Paralello, há estórias e estórias para se contar mas se fossemos descreve-las aqui no nosso querido blog com certeza iriamos perder um grande tempo aqui, a única forma de se entender isso é indo e provando cada sensação que é proporcionada pelo festival e pelo momento de utopia social onde a única preocupação que temos é com nós mesmos.

Timothy Leary: o papa do LSD.

dezembro3

O escritor e psicólogo americano Timothy Leary ficou mundialmente conhecido como o papa do LSD, Timothy pregava o uso de alucinógenos para terapias sociais.

Para Leary tudo começou em agosto, quando professor de psicologia da universidade de Harvard, experimentou o LSD, droga sintetizada em laboratório, que era vista como analgésico e que podia aliviar a dor física e psíquica, comentava-se também a possibilidade de uso da droga na psicologia e psiquiatria, na medida em que poderia ajudar a compreender o universo do pensamento humano.

A partir dai, Leary começou a defender a tese de que o cérebro humano tem uma infinidade de potencialidades, podendo até operar em dimensões de tempo e espaço inusitadas. Dizia que ácido lisérgico é o passaporte que leva o homem além das previsíveis e limitadas fronteiras da consciência, permitindo-lhe gratificantes viagens de autoconhecimento.

Sua luta desde então, foi à expansão da mente, fornecendo ao homem um terceiro olho, que lhe faria enxergar o mundo com uma profundidade maior. O psicólogo acabou sendo expulso de Harvard; a droga que não era proibida na época tornou-se uma febre na América como a novidade do momento.

Dentre seus usuários, a maioria eram universitários e intelectuais consagrados. O termo psicodélico significa manifestação da mente e passou a ser empregado para se referir a estados de alteração da mente ligados a LSD; o ácido se tornou mais popular que a maconha, sendo adotado pelas diversas comunidades hippies espalhadas pelo mundo.

Leary começou a ser visto como fanático, místico, um alquimista distante do universo científico acadêmico, acabou por se transformar no guru lisérgico de uma cruzada religiosa, cujo deus responde pelo nome de LSD.

Além dos jovens alegres e descompromissados que davam o maior destaque às questões comportamentais e existênciais, havia a ala da juventude engajada nas questões sociais, crente na força da ação política como motor das transformações, conhecida como poder jovem.

Tanto a liberdade individual foi importante para a revolução, quanto à revolução para a liberdade individual e para a revolução cultural que caminhava ao lado da revolução política. Começaram a pipocar no mundo organizações políticas progressistas ou de esquerda. Uma das mais importantes foi SNCC: Students Non Violent Coordinating Committee, dirigido por um líder religioso seguidor de Martin Luther King. Os negros mais exaltados organizaram vários grupos radicais, como o Black Panter, em 1966.

Post retirado do blog: http://www.fashionbubbles.com

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kronic