No trance nós acreditamos

Um blog sobre música eletrônica, cultura trance e o mundo das raves.
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Entrevista Quantize

janeiro20

O Duo Israelense QUANTIZE formado por Reshef Harari e Adi Ashkenazi certamente é um dos grupos de Progressive Psytrance que sempre esteve no topo do meu ranking pessoal. Seja pelo seus sons altamente psicodélicos, pesados, viajantes.

Segundo o dicionário, Quantize significa ’’uma propriedade que existe em magnitude e acumulação e que designa tudo aquilo que pode ser medido ou contado, que é sucetível de aumentar ou diminuir e que possui uma substância e forma.’’ Magnitude e acumulação eu concordo, pois são sinônimos do sucesso que eles obtém.

Veja abaixo entrevista completa.

01-  Vocês podem nos dizer um pouco sobre a vida de vocês e o projeto Quantize?

Quantize é formado por Reshef Harari de 26 anos e Adi Ashkenazi de 27 anos. Nós nos encontramos no colegial e em pouco tempo nos tornamos bons amigos.

Nós conhecemos a cena Trance e viramos fans do estilo que era tocado e tudo o que estava associado a ela. Essa música influenciou o estilo de vida de muitas pessoas e com o passar do tempo fomos analisando essa paixão mais de perto. Éramos dois indivíduos querendo explorar o som do Progressive Trance e em 2003 criamos o projeto QUANTIZE.

02- E como foi a vida de vocês quando eram crianças? Suas famílias eram ricas, seus pais tiveram bons empregos para ajudarem vocês no começo de suas carreiras?

Adi teve sua adolescência na Bélgica pois seu pai trabalhava lá então sua paixão por música eletrônica começou lá, escutando alguns hits da House music. Teve sua infância como qualquer outra criança, algo normal, amando música eletrônica e aos poucos aprendendo a tocar alguns instrumentos, bem como jogar futebol e causar muito como qualquer pessoa daquela idade.

Reshef passou a maior parte de sua infância praticando Karatê e Musculação, futebol e também gostava muito de computador. Confessamos que ele era bem ocupado para uma criança (rs). Os seus pais tinham (e ainda têm) um complexo desportivo então Reshef sempre esteve por lá por muitas horas após a escola.

03- Seus pais apoiaram vocês quando tomaram a decisão de seguir a carreira musical?

’’SE VOCÊ ACREDITAR EM ALGO E COLOCAR TODO SEU CORAÇÃO NELE, NÃO IMPORTA O QUE QUER QUE VOCÊ FAÇA, IRÁ SE DAR BEM!’’

Com certeza, nossos pais sempre nos apoiaram, mais do que isso, eles nos ajudaram desde o início até hoje no ramo musical e como levá-lo a sério. É claro que eles tiveram e ainda têm dificuldade de entender como conseguimos viver através disso até hoje, pois eles têm aquela imagem de família com filhos vivendo uma vida mais real. Mas a medida que crescemos com nossas apresentações ao redor do mundo e agora que lançamos o álbum eles estão vendo que se você acreditar em algo e colocar todo seu coração nele, não importa o que quer que você faça, irá se dar bem!

04- E como é para suas namoradas o fato de ter um parceiro tão ocupado, que viaja o tempo inteiro e tem muita gata dando em cima? Elas têm ciúmes ou acabam compreendendo e apoiando vocês?

A namorada do Reshef é do mundo musical, ela é de São Francisco e costuma viajar também com sua banda de rock pelo Estados Unidos, então ela compreende que nossa rotina. Acredito que por isso ela é tão legal em relação ao fato de viajarmos e até mesmo algumas vezes ela nos acompanha em alguns festivais.

Adi está solteiro atualmente e curtindo as várias maneiras de viver mas acredita que como aconteceria com qualquer garota, elas não iriam gostar muito de saber que seu namorado viajará o mundo todo e poderá encontrar uma garota nova, talvez porque isso seja natural no próprio ser humano, é inevitável, provavelmente agiríamos da mesma maneira se fosse o contrário.

05- Cubase ou Logic? E por quê?

Nós produzimos no Cubase porque esse foi o software que iniciamos há muito tempo atrás. Logic também é um ótimo programa, nós já utilizamos ele algumas vezes para produzir nossas músicas e comparamos um com o outro e tiramos o que cada um deles têm de melhor (fizemos uma música com o Ace Ventura que sairá no nosso álbum e foi feita no Logic).

Acreditamos que a opção fique apenas no gosto pessoal de cada um, aquele que você se familiarizar será aquele que você utilizará. Não existe um motivo real para se falar que um é melhor do que o outro, todo software tem suas vantagens e desvantagens e você pode atingir um alto nível de produção musical em qualquer um deles, apenas a maneira como atingirão será diferente.

06- Por quê o nome ‘’Quantize’’?

O nome Quantize vem do desejo de se criar um Trance certeiro e significa a última sincronia entre tempo e espaço. Tentamos fazer tudo ‘’na mira’’, preciso, não nos importa se é o som, a harmonia ou a atmosfera, tudo tem que ser perfeitamente sincronizado.

07- Vocês acreditam que apenas com um bom softwares podemos chegar a um nível de produção musical que pode ser considerado profissional?

É claro que com um bom software num estúdio profissional e bons vsts você pode chegar a um alto nível em termos de produção musical, mas o Hardware (na nossa opinião) te dá aquele toque extra, colorindo a música. Para se diferenciar de todo o resto do mercado precisamos e devemos utilizar Hardwares além do que facilita as produções (utilizar Hardware acaba sendo mais fácil e dinâmico do que fazer toda uma produção através do pc).

08- Essa pergunta eu sempre faço para artistas Israelenses. Qual é o segredo de Israel em lançar tantos artistas para o mundo a fora?

Essa é uma boa pergunta! Acreditamos que existem diversos motivos que fazem com que muitos israelenses queiram produzir.

Primeiro, a exposição massiva de muitas festas e quando as novas gerações ouviram essa batida pulsante que o Trance possui eles ficaram impressionados, mas basicamente, sentimos que como todos os humanos, todos nós procuramos um refúgio para esquecermos dos nossos problemas e apenas se divertir, sabemos que as coisas são um pouco estressantes aqui em Israel. Então por diversos motivos, os israelenses encontraram nas festas trance uma saída para esses problemas e eventualmente com o tempo eles poderão até mesmo criar algo próprio para elas. Como a maioria da geração X e Y, crescemos sob esse gênero musical então acreditamos que está no nosso sangue mesmo.

09- Quais equipamentos, softwares e hardwares, vocês utilizam para fazer suas produções?

Usamos um par de monitores Dynaudio BM6, amplificadores Phonic XP, sintetizadores RME Hammerfull 8x8, Virus C, Roland JP 8080, computador Hybrid Quad Core, Mac Book Pro, softwares Ableton e Cubase, WaveLab e um monte de plugins.

10- Você pode mencionar seus 5 produtores favoritos?

Ace Ventura, Aerospace, Perfect Stranger, Popof, Stephan Bodzin.

11- Que estilo de som vocês tocam quando fazem DJ Sets?

A gente amar tocar Minimal Techno, mas realmente depende da festa que vamos tocar, as vezes tocamos alguns DJ Sets de Trance, a maioria das coisas que lembram nosso estilo de som que é ’’música para pista’’.

Conteúdo retirado do seguinte link: http://www.baladaplanet.com.br/materias/materia2.asp?id=1569

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Réplica dos responsáveis da No Limits quanto a entrevista de DJ Feio.

janeiro20

O site Ebeatz publicou ontem dia 19/01 um comunicado oficial dos responsáveis pela empresa No Limits referente a entrevista concedida por Luis Sala(DJ Feio) quanto a quebra de parceria das duas partes, XXXperience e No Limits.
Veja abaixo a entrevista ou então se quiser ela está disponível neste link.

Em razão da entrevista concedida pelo Sr. Luis Guilherme Sala – DJ Feio, junto ao site EBEATZ, devemos esclarecer que a XXXPERIENCE não é uma simples parceria, mas trata-se de uma empresa regularmente constituída, conforme palavras do próprio DJ Feio. Na empresa, representada pela pessoa jurídica “Xxxperience Serviços e Eventos Ltda Epp”, figuram como sócios Paulo Ricardo Corrêa do Amaral (Rica Amaral), Luis Guilherme Sala (Feio), Érick Sanches Dias, Edson Rodrigues Dias e Flávio Oliveira Jaegger.

A sociedade se firmou para que o evento, iniciado em meados de 1996, pudesse crescer e se expandir, exatamente para ter condições de receber um público cada vez maior, como se verifica nas edições atuais. De fato, existem questões internas que estão passando por discussões entre os sócios, contudo, tais situações não poderiam e não deveriam atingir o público, que é sem dúvida o maior interessado na continuidade deste mega evento desenvolvido pela empresa. Por este motivo, em respeito ao público, entendemos que este deve ser preservado de questões internas, que devem ser resolvidas por meios próprios, e não através da mídia.

Ao contrário da postura adotada pelo Sr. Luis Guilherme Sala (DJ Feio), acreditamos que o respeito ao público se mostra exatamente pela preservação do evento e pela sua realização dentro dos mais elevados padrões de qualidade e excelência, que sempre foram buscados pela empresa XXXPERIENCE. Em síntese, as alegações do Sr. Luis Guilherme Sala (DJ Feio) não correspondem à realidade. Mesmo assim, embora seja lamentável a sua postura, gostaríamos de esclarecer que a festa XXXPERIENCE será sempre preservada, independentemente de quem sejam ou venham a ser os seus sócios.

Gostaríamos, ainda, de esclarecer que o evento só tem o porte que tem nos dias atuais devido ao esforço conjunto de todos os sócios da empresa XXXPERIENCE, e não apenas de um ou de dois deles. Vale lembrar que os sócios Érick Sanches Dias, Edson Rodrigues Dias e Flávio Oliveira Jaegger trabalharam, e têm trabalhado muito para o desenvolvimento de toda a estrutura que cerca a XXXPERIENCE. Não é nosso objetivo fomentar ainda mais as questões levantadas pelo Sr. Luis Guilherme Sala (DJ Feio), até porque não correspondem à realidade, como já se destacou. De qualquer maneira, nos limitamos apenas em nos desculpar por tal inconveniente.

Essa entrevista deixa no ar uma certa sensação de que o que foi dito por Luis Sala(DJ Feio) não foge tanto a realidade como eles mesmos colocaram em uma parte da entrevista, deixa na verdade, bem visível a falta de argumentos que os responsáveis tem quanto aos disparos feitos por Feio e também fica claro a forma como eles tratam as raves, de uma forma meramente econômica e comercial, onde não se apegam a nenhum tipo de valor ou raiz, depois dessa entrevista cada um pode tirar suas próprias conclusões

É tempo de renovação, de novos ares para a cena, o ano de 2009 foi regado a cancelamentos e resultados ruins para as raves, quem sabe o ano de 2010 as coisas não mudem.

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XXXperience, Tribe e No limits: Fim das parcerias?

janeiro19

Depois de um comunicado oficial da organização da Tribe de que sua parceria com a empresa  No limits teria chegado ao fim, mais um indício de outra mega-festa brasileira poderia deixar a parceria de lado.

De acordo com uma entrevista cedida pelo Dj Feio(Luis Guilherme Sala) ao site ebeatz que você pode conferir na íntegra neste link, @Feio em algumas passagens da entrevista deixa uma sensação de decepção com a empresa já contava com alguns anos de parceria com a XXXperience colocando breves fatos que aconteceram no decorrer dos anos de parceria, Veja alguns trechos que tem maior destaque e mostra que os idealizadores e antigos organizadores da festa ainda tem a vontade de voltar a festa nos seus antigos moldes que antes prezavam pelo bem estar de seu  público.

Aparentemente, a sociedade parecia ir muito bem. Após, tantos anos de parceria, qual foi o verdadeiro grande motivo da separação?

Dj FEIO: Olha, como você disse acima, “’aparentemente” ia bem. Porém, ultimamente eles estavam agindo “’unilateralmente”, não nos pedindo opinião de mais nada. Vim morar em Sorocaba (sede da No Limits) para poder participar mais efetivamente da organização festa, e eu nunca era comunicado das reuniões, que a meu ver é uma falta de respeito dentro de uma sociedade. Inclusive eu e o Rica tivemos que gravar um vídeo que está em nosso poder, expondo tudo e eles afirmando o nosso questionamento a nosso favor, porque eles sempre falavam ‘’y’’ e faziam’’x’’. Então, o grande motivo da separação seria porque eles excluíram o Rica e eu, da situação geral da empresa que nós criamos e demos a eles.

Como todos sabem, você junto ao Rica, foram grandes responsáveis pela expansão da cena psytrance no Brasil. Qual o sentimento de vocês em relação ao acontecido? Como vocês estão se posicionando a respeito?

Dj FEIO: Olha, quando começamos sozinhos, antes da No Limits começar a produzir, fazíamos tudo com amor e respeito ao nosso publico, pois tudo que é feito com amor o dinheiro vem como prêmio. Inclusive com essa pergunta você me lembrou de quando dávamos gratuitamente café da manhã, lembrancinhas, enfim, total respeito ao nosso público. Sempre fui da opinião que já que o público nos dá o maior amor com a presença deles, nós achávamos que além da festa que era nossa obrigação, deveríamos dar algo a mais como agradecimento a sua fidelidade com a XXXPERIENCE. Eu e o Rica estamos muito tristes em ver no que se transformou o nosso sonho e a atitude da No Limits, que ganhou tudo isso de graça, não reconhece.

Nos esclareça um pouco mais sobre o episódio das festas previstas para o carnaval no Sirena (Maresias) e no Green Valley. Foi um problema de negócios, relacionamento ou apenas um desencontro de informações? As festas não poderiam ser realizadas sem a autorização sua e a do Rica Amaral? E onde o Jeje (TribalTech) entra nessa história?

Dj FEIO: No final do ano passado estávamos em negociação de compra ou venda da XXX, mas não houve acordo. Saí de férias com a minha família no natal e ano novo, e de repente, vejo na internet um anúncio de duas festas da XXX no Carnaval, uma no Sirena (praia de Maresias/SP) e outra no Green Valley (Sta.Catarina). Nem eu e o Rica estávamos sabendo dessa parceria com os clubes, mais uma prova de estarem agindo “unilateralmente”, não nos comunicando de nada e o pior, não nos colocando no line-up. Por exemplo, “vou ao show da Madonna, mas ela não vai comparecer”. Inclusive já pedi para o meu advogado informar aos dois clubes que não estamos sabendo dessas duas festas. A meu ver, eles já estão agindo como se tivessem comprado a nossa parte, coisa que não aconteceu, sem contar a falta de ética deles de já terem divulgado tudo sem a nossa participação. Quanto ao Jeje, eu prefiro que vocês falassem com ele, mas até onde eu sei, ele também foi enrolado nessa historia, e acredito que os Clubes também, pois passaram a idéia que estava tudo bem e que logo estaria tudo resolvido, o que não é verdade até esse momento.

Como todos sabem, você junto ao Rica, foram grandes responsáveis pela expansão da cena psytrance no Brasil. Qual o sentimento de vocês em relação ao acontecido? Como vocês estão se posicionando a respeito?

Dj FEIO: Olha, quando começamos sozinhos, antes da No Limits começar a produzir, fazíamos tudo com amor e respeito ao nosso publico, pois tudo que é feito com amor o dinheiro vem como prêmio. Inclusive com essa pergunta você me lembrou de quando dávamos gratuitamente café da manhã, lembrancinhas, enfim, total respeito ao nosso público. Sempre fui da opinião que já que o público nos dá o maior amor com a presença deles, nós achávamos que além da festa que era nossa obrigação, deveríamos dar algo a mais como agradecimento a sua fidelidade com a XXXPERIENCE. Eu e o Rica estamos muito tristes em ver no que se transformou o nosso sonho e a atitude da No Limits, que ganhou tudo isso de graça, não reconhece.

Depois de toda essa reviravolta que está acontecendo na cena das festas open-air brasileiras a única coisa que nos resta é esperar o melhor, ou seja, o renascimento da cena onde os organizadores não pensam somente no lucro e sim na essência, na felicidade, no amor em fazer aquilo que gosta, há pessoas que tem um pouco de receio dessas festas mais comerciais como Tribe, XXX, Orbital, Kaballah entre outras, não é de se tirar a razão já que são essas festas que sujam o nome das raves, mas pensem bem, pelo menos eu jamais vou me esquecer de momentos lindos de pura celebração com meus amigos em uma Tribe ou Kaballah.

A Tribe já almeja mudança, a XXX está vindo logo atrás no mesmo intuito, vamos todos pensar positivo para que tudo volte ao normal e que tudo isso não tenha passado de um simples pesadelo.

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[Entrevista] – MAGIC PARADISE 5 ANOS – 28/11 – SP

novembro26

magic

Neste próximo final de semana, acontecerá a 5º edição da Magic Paradise, a festa será uma espécie de prévia dos sons que vão rolar durante o Universo Paralello #10, como Tristan, AKD, Ital, Freakulizer e Khainz. Com um lineup recheado de live acts consagrados, a expectativa para este encontro é enorme, o blog Purpletrance, conversou com um dos produtores da festa, Diego Mosca, que falou um pouco sobre esta grande celebração.

Quantas pessoas estão esperando para a festa no próximo final de semana?

O evento será limitado a 3000 mil pessoas. O local tem capacidade e estrutura para comportar eventos para 20 mil pessoas mas preferimos deixar algo bem limitado aos amantes da música eletrônica e festivais. Ás vezes, como se tem notado nas festas mais comerciais, é o baixo nível do público e algumas situações fogem ao controle do organizador. Preferimos limitar os ingressos, e ter a certeza de um evento seguro e confortável para nosso público.

O que a festa agregará no lado cultural para os freqüentadores do evento?

A festa é uma junção de muitos estilos de musica eletrônica. Temos como foco principal a psicodelia, mas damos abertura também para artistas do minimal, techno e progressive house, sem contar as bandas de lounge e ambient do chill out.  Nossa principal fonte de cultura neste festival será sem dúvida a decoração, ao todo 8 equipes de decoração estão confirmadas até o momento, algumas demonstrações de malabares e danças etnicas também estarão presentes no evento.

O lineup da magic está digno de um festival, qual foi a maior dificuldade em montá-lo?

Foi um prazer montar esse lineup, pois nesta Magic Paradise, não nos preocupamos somente com a parte comercial dos artistas e sim com a qualidade e o nível de produção. Foram mais de 2 meses de pesquisa intensa em fóruns, comunidades e boca-a-boca, onde tentamos unir tanto a parte conceitual, quanto a parte comercial do artista. Muitos artistas eram realmente bons, mas como organizadores, também temos que nos preocupar com o retorno que o artista traria para o evento, e a maior dificuldade foi sem dúvida conseguir reunir todos esses grandes artistas em apenas um dia, convencer artistas que ainda não têm muito mercado no Brasil, como os inéditos AKD e Symphonix, e é claro, conseguir encaixa-los em 3 pistas de forma que não fossem simultâneos uns aos outros.

A festa pratica alguma ação em prol da reciclagem ou ações ambientais?

Boa parte da decoração desta Magic Paradise é feita de material reciclado. Os responsáveis por esse trabalho são o projeto “Mutação” que tem 100% da sua arte toda feita de garrafas pet, e “A Ilha” que utiliza principalmente sucata. Teremos também a tenda de reciclagem , criada pelo Boom Festival e já adotada pela Respect aqui em São Paulo, que a pessoa poderá trocar uma lata ou garrafa por R$ 1,00 para consumir de volta no evento. Cinzeiros de bolso também serão distribuídos e todo o lixo do evento será destinado à uma cooperativa de lixo reciclável do município, para ser melhor aproveitado.

Na sua opinião, qual apresentação vai chacoalhar o dancefloor?

Não podemos, é claro, descartar a presença dos “mestres” Rinkadink e Tristan que são sem dúvida nossos headliners, porém, acredito que os inéditos AKD e Symphonix são os mais aguardados pelo público. Mas o que realmente têm nos surpreendido na comunidade da festa são comentários a respeito do dj Zaghini, residente da Respect que vêm crescendo e se tornando, sem dúvida, um dos melhores djs de psytrance do cenário nacional.

O chillout tem papel muito importante em uma festa de música eletrônica, como será este espaço na edição de 5 anos da Magic Paradise?

O que mais nos surpreendeu nesta Magic Paradise, foi que colocamos 15 atrações internacionais na pista principal, e muitas pessoas ficaram impressionadas com o nivel da qualidade de nosso chill out. Muitas vezes, o mainfloor foi ofuscado por nossa terceira pista que contará com a decoração inédita da Psyfantasy (que também é responsavel pela decoração do mainfloor), e terá o live do Soul Surfer, que é o mesmo produtor de Andromeda e Chromosome. Trouxemos também duas bandas que gostamos muito, Lounge Ville Club, e Grooverdose, sem contar os dj sets de Deutsch, Pedra Branca e Rosa Ventura.

Qual sua opinião em ter a festa do mestre Goa Gil no mesmo dia da Magic?

Ficamos muito chateados e até mesmo preocupados quando vimos que o Goa Gil viria no mesmo dia, temos uma parceria muito bacana com a 4ideas, que são os produtores do Goa Gil. Infelizmente, nós começamos a marcar e fechar os eventos simultâneamente e não nos avisamos. Só fomos descobrir isso, quando fomos ao escritório da 4ideas, descobrimos que seria na mesma data e que seria impossível desmarcar qualquer uma das festas devido aos artistas que já estavam quitados. Uma pena, pois nós também gostariamos muito de estar presentes nesta última edição da 4ideas.

Para quem ainda não decidiu, qual o recado que você dá ao povo que está pensando em celebrar os 5 anos da Magic Paradise?

O que posso garantir é a certeza de um grande evento com 100 % dos artistas confirmados,  um sistema de som incrível e uma decoração jamais vista. Serão 3 palcos, diversas ações ecológicas e culturais, tudo isso em conjunto com a Prefeitura do Município de Piracaia. Todos os banheiros de alvenaria, um local totalmente estruturado e arborizado para eventos. Tudo isso limitado a 3 mil pessoas. “Respeito ao público e amor à natureza simbolizam este quinto aniversário da Magic Paradise”

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“A solução é liberar todas as drogas”

novembro24

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A frase acima foi dita por Jack Cole, um ex-policial americano que prendeu muitos traficantes enquanto ficou infiltrado no tráfico na década de 70.
Jack Cole passou 14 anos infiltrado em grupos de traficantes de Nova Jersey, nos EUA, hoje ele dirige uma ONG que reúne juízes, promotores e policiais em 76 países, a favor da legalização das drogas.
O ex-policial diz que com a legalização da drogas o consumo entre jovens cai 22% e as mortes por overdose 52%, isso foi um fato que acorreu em Portugal em 2001 quando o governo descriminalizou as drogas.

“se você legalizar a droga, sabe o que vai acontecer do dia seguinte nos morros do Brasil? Eles vão estar fora do negócio, não vão ter mais território para defender. Eles só tem armas porque precisam se defender da polícia e das outras gangues.” diz Jack Cole.

Abaixo algumas perguntas que a revista época fez para o ex-policial:
* Porque o senhor faz uma relação entre o número de presos na década de 70 e o aumento do tráfico hoje?
Cole= Prendemos gente que tinha recuperação, que não era exatamente um traficante. Gente comum que foi para a cadeia e lá conheceu traficantes de verdade, fez um verdadeiro curso intensivo de tráfico e outros crimes. E não se recuperam quando saem de lá. Quem vai dar emprego? A alternativa é traficar mais, roubar e matar, ainda mais depois de fazer amizades e se profissionalizar na cadeia. A única forma de quebrar essa corrente é liberar as drogas.
*Mas, se a maconha for liberada, aparecerá alguém traficando cocaína. Se a cocaína for liberada, aparecerá alguém vendendo crack…
Cole= E por que não podemos liberar tudo de uma vez? Temos de liberar todas as drogas. No momento em que liberarmos, acabará o tráfico. Ele simplesmente não vai mais precisar de armas, nada disso. As drogas seriam vedidas em qualquer lugar, e o consumidor saberia exatamente  o que ele está usando, como vocês tem na embalagem de cigarro os avisos de todas as substâncias que o produto contém. Os governos deram às polícias a missão de proteger os adultos de si próprios. Isso não faz sentido. Não funcionou com o álcool, e nós levamos 30 anos para perceber isso. Na hora em que legalizamos o álcool, acabou o crime provocado pelo álcool.

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Entrevista com Bruno Barudi

outubro13

bb

Nessa entrevista vocês poderão conhecer um pouco mais sobre esse DJ que é uma revelação no mundo da e-music.
Bruno Barudi está surpreendendo á todos, sempre colocando a galera toda para dançar!!!

*Como começou sua carreira na música eletrônica?
BB= Começou frequentando festas com os amigos e se identificando muito com o estilo musical que tinha nas festas, assim despertando uma vontade de saber como tudo isso era produzido e feito. Comecei a pesquisar em fóruns, internet e com muito estudo, hoje graças a deus estamos ai.

*Qual o seu estilo?
BB= Electro House, Progressive House e House.

*Além da música eletrônica, qual outro estilo você curti?
BB=
Vários estilos, desde rock, pop e lounge.

*Qual foi o melhor evento em que você participou e se sentiu recompensado com a agitação do público?
BB= Goa em Juiz de Fora-MG. Foi em março desse ano se não me engano. Foi um sentimento único que até hoje me lembro. Me arrepia só de lembrar da galera, tanto que tem uns vídeos meus no you tube.

*Porque existe tanta discriminação em relação a música eletrônica?
BB= É uma questão muito coplicada, mas um dos motivos que assimilam muito a música eletrônica com as drogas, mas não veem que em qualquer outro tipo de evento rola drogas, assim como um show de reegae, um sertanejo e etc. Só que sem dúvida alguma a droga é algo que está presente nos eventos. Poderia ficar aqui e dizer vários prós e contras a respeito disso, mas é uma questão muito complexa. Mas antes as pessoas precisam conhecer antes de citar qualquer discriminação sobre as festas de música eletrônica.

*O que é preciso para ser um bom dj?
BB= Bom, acho que isso é muito estudo acima de tudo. Você deve pesquisar, correr atrás. Para você aprender o feeling de uma pista demora muito tempo e requer muita experiência. Como qualquer outra profissão, precisa de muito estudo e prática.

*Qual ícone da música eletrônica nacional e internacional que você mais admira?
BB= Serrasqueiro, mais conhecido como Gabe. Acho que atualmente é sem dúvida alguma o melhor produtor nacional. Bom o internacional, é o Chemical Brothers, sem dúvida.

Bruno Barudi é de Foz do Iguaçu-PR e tem 23 anos!


Link original:  http://recantodasletras.uol.com.br/entrevistas/1723692


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DJ Glen