No Trance Nós Acreditamos

Um blog sobre música eletrônica, cultura trance e o mundo das raves.

Aconteceu em Woodstock

março24

Aconteceu em Woodstock é um livro que conta a história real do concerto que marcou uma geração, e que também inspirou o filme dirigido por Ang Lee.
Na noite passada estava lendo o livro no intervalo da faculdade, quando me deparei com um trecho muito interessante que lembra um pouco a cultura que tentamos resgatar hoje em algumas festas e festivais. A cada frase que lia naquele trecho eu me arrepiava, lembrando todos os momentos parecidos que eu passei e momentos que ainda quero vivenciar.
Logo abaixo, o trecho de que falei. Espero que gostem.

Aquelas pessoas não eram habitantes de Nova York com quem eu me acostumei a lidar. Não eram materialistas nem famintas por glória e fama. Eram indefiníveis, em grande parte porque rejeitavam tudo que pudesse ser visto como um caminho à grande ilusão conhecida como sonho americano. Eram cabeludos de jeans, tinham um passo tranquilo, andavam descalços, usavam bandanas e eram livres. Muitos haviam pintado o cabelo em tons de laranja, rosa, vermelho, verde, roxo e azul. Outros usavam colares de contas, símbolos da paz e vários tipos de acessórios no cabelo, pescoço, punho e tornozelo. Alguns cultivavam barba desordenada, pouquíssimos tomavam banho com regularidade e menos gente ainda se importava com a aprovação do mundo. Parecia que todos cantavam. Todos riam.  Mas é claro que boa parte das cantorias e risadas era quimicamente induzida. Havia drogas por todos os lados – era como se maconha, THC e LSD tivessem sido legalizados de repente. As pessoas passavam baseados umas às outras abertamente, como se fosse um pacote de biscoito.”

Para quem quiser ler o livro fica aí a minha dica, eu achei um pouco massante no começo mas depois ficou bem legal.

Alice no País das Maravihas.

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julho24

Para quem gosta de belas produções vale a pena assistir, ainda mais com uma pipoquinha e um “docinho” para acompanhar!

Quando o diretor Tim Burton e o ator Johnny Deep resolvem se juntar, o resultado é sempre maravilhoso. Foi assim com a animação “A Noiva Cadáver”, o músical “Sweeney Todd – O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet”, no clássico “A Fantástica Fábrica de Chocolate” e lógico que não podemos deixar de lado “Edward Mãos de Tesoura”.

Na última quarta (22) foi divulgado pela Walt Disney Pictures o trailer do próximo trabalho da dupla: “Alice no País das Maravilhas”. O longa, que chega nas telonas brasileiras em março / abril de 2010, conta com Helena Bonham Carter como a Rainha Vermelha, Anne Hathaway como a Rainha Branca e a atriz australiana Mia Wasikowska interpretará a protagonista Alice. Já o papel de Chapeleiro Maluco contará com o “queridinho” de Burton (Johnny Deep).


A festa rave – O filme

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julho3

Passando pelo blog Psicodelia achei este post, e acho que vale a pena usa-lo aqui também.


Apresentado pela primeira vez em 2000 no Festival de Cinema Sundance, o filme intitulado Groove (A Festa Rave), do diretor e roteirista Greg Harrison, vai do informativo ao absurdo em questão de minutos.

Groove conta a história de David Turner, um workaholic que, após ser convencido por seu irmão Colin, decide ir pela primeira vez numa rave, onde conhece Leyla, veterana em festas. A experiência o faz sair de lá renovado. O filme mostra ainda os efeitos de algumas drogas, incluindo uma aulinha rápida sobre os efeitos do ecstasy. A festa clandestina, que rola num galpão abandonado tem no line up desde um DJ iniciante até o renomado John Digweed.

A PARTE ABSURDA

O filme mostra uma cena de sexo que rola durante a festa. Não sei como é o negócio lá “na gringa”, mas aqui a coisa não é assim não! Quem nunca foi numa festa e se baseia por esse filme pode chegar à conclusão de que rave e sacanagem andam juntas. Não se iludam.

EM COMPENSAÇÃO…

O filme retrata também os vários lados de uma festa indo do empenho dos organizadores e os apuros de um DJ novato, ao sentimento de dever cumprido que toma conta dos organizadores no final da festa.

Aliás, pra mim essa é a melhor parte do filme. Traduz o espírito das festas e deveria ser lembrado e seguido pelos núcleos que atualmente produzem festa apenas pelo dinheiro, esquecendo que a sensação de poder dar felicidade e bem-estar intensos ao próximo pode ser muito mais gratificante.

Eu ja tinha assistido esse filme e concordo plenamente com o que a Paula Fernanda descreve no post acima. Vale a pena assisti-lo para tirarem suas próprias conclusões.

kronic