Certo dia ouvi da boa de uma pessoa “altamente” entendida em música que a vertente do goa trance estava praticamente em extinção graças ao seu alto nível de complexidade na produção e por assim ser, quando um produtor não conseguia criar uma certa atmosfera e timbres diferentes a música se tornaria repetitiva e massante, criando assim uma ideia de música “chata” e “pegajosa”.
Há um tempo atrás foi apresentado aqui no nosso querido blog o produtor sueco Jannis Tzikas(Filteria) com sua linha de new goa, a uns dias atras pude assistir a um vídeo do projeto Green nuns of the revolutionformado por Dick Trevor(Dickster), Matt Coldrick e Neil Cowley , admito que nunca ouvi falar nos caras, mas vendo esse vídeo e ouvindo as músicas do trio tive a certeza que a vertente do Goa trance realmente não será extinta tão cedo, esse Dickster só me surpreende, mesmo sendo com seus DJs sets, lives, Circuit Breakers(com burn in noise) e agora com esse projeto de Goa.
Só mais uma coisa, o projeto já se apresentou na 9° edição do Universo Paralello.
O Festival de Águas Claras foi um evento musical que que contou com importantes músicos brasileiros e teve quatro edições, em 1975, 1981, 1983 e 1984. O festival foi feito na Fazenda Santa Virgínia, na cidade de Iacanga, interior de São Paulo.
Os organizadores chamaram o evento de “uma grande quermesse brasileira”, comentário absolutamente válido contando que participaram músicos de rock ‘n’ roll como Raul Seixas e Apokalypsis e MPB, como João Gilberto, Egberto Gismonti, entre muitos outros. O Festival de Águas Claras é o grande sinalizador do fim da época do movimento hippie, a era Flower Power. Uma grande reunião de pessoas celebrando a Paz e o Amor, clamando por um mundo justo e pacífico.
Para ver mais detalhes e fotos do festival acesse este link.
Pessoal deem uma olhada nesse vídeo, vagando pelos vídeos do youtube encontrei essa pérola, creio que ultimamente estamos postando muitos vídeos e sei também que em alguns lugares como empresas ou celulares não é possível assistir esses vídeos, porém vejo muito conteúdo que condiz com a ideia de nosso querido blog.
Essa é uma animação que se diz respeito ao “descobrimento” acidental da substancia Dietilamida do ácido lisérgico(LSD) pelo químico suíço Albert Hoffman, vale muito a pena ver o vídeo até o final.
obs. aquela primeira animação das alucinações onde ele vê uma mulher de vermelho……rs
conheço muito bem.
Muitos de vocês já devem ter visto algum vídeo de Felipe Neto, o cara que virou a sensação do humor no youtube. Neste vídeo ele aparece falando sobre a nova moda do momento “Os Coloridos”.
…E nós pobres mortais, aqui trabalhando, estudando, indo pagar as contas, ouvindo críticas do chefe, pensado que poderia estar de sunga ou biquíni na beira de uma represa no norte da Europa regado a muita música, psicodelia e Utopia…
Essa foi só pra dar um gostinho do que pode estar acontecendo e aconteceu entre os dias 17 a 26 do mês de agosto em Idanha-a-nova sobre a lua cheia.
Então é isso, ficamos aqui com nossa “vida” normal e passando por esse aperto no coração.
Ultimamente ando meio de saco cheio com esse modismo dos infernos que anda afetando essas pessoas alienadas pela sociedade moderna.
Esse é um post de desabafo que, não temos intuito nenhum de criar pré-conceitos sobre tudo, apenas estou cansado dos clichês que vem acontecendo esses últimos tempos.
Dem uma olhada no vídeo logo acima e tirem suas conclusões, é um vídeo do Boom de 2006, chega de ficar dizendo palavras bonitas sobre respeito, diversidade, e bla bla bla, realemente é lindo pregar esses ideais, porém essa não é atitude de alguém que mereça respeito, se demonstrar para o próximo só para estar na “p@$%$” da moda, libertem-se escravos.
O movimento psicodélico de hoje não precisa dessas demonstrações de “sensualismo“, “rebolationnismo“, “desfilismo de moda“, “desfilismode corrente de prata“.
QUER SENSUALIZAR??????
VÁ SENSUALIZAR NOINFERNO OU ENTÃO EM UM SHOW DE AXÉ….
Nos dias 14 e 15 de agosto aconteceu mais uma vez o festival Respect, nos estávamos la e vamos contar como foi mais essa edição.
O lugar escolhido foi mais uma vez o vale da brisas, que continua encantador mas ficou um pouco pequeno para tanta gente que compareceu na festa, atravessar a pista era sempre um sufoco.
Havia muitos banheiros femininos e ficaram limpos “na medida do possível”, os garotos sofreram um pouco, a fila do banheiro masculino ficou grande a festa inteira.
A decoração estava linda mais uma vez e o tempo colaborou nesta edição, nada de chuva e nem sol muito forte.
O show do planta e raiz foi super bacana, combinou com a ideia da festa e aparentemente o pessoal curtiu muito, o chill out ficou lotado na hora da apresentação. Rica Amaral no chill out dispensa comentários, foi lindo demais.
É curioso como existem diferentes opiniões depois desse fim de semana do dia 14 de Agosto.
Aos olhos dos verdadeiros amantes da psicodelia, e frequentadores de eventos regados por ela, é notável as mudanças, pequenas, mas de certa forma, curiosas.
Já, aos olhos quem entrou na nave Respect pela primeira vez, o encanto e a surpresa que a festa sempre proporcionou ainda permaneceu.
O CORPO da festa estava lá, como sempre esteve…
As cores, as luzes, os detalhes a mão, as pinturas em quadros e panos, exposições fotográficas, o Chill Out quase criando vida própria, mesmo com o frio, as magia ainda estava radiante.
Pelas pistas e cantos da festa, show pirofágico, o elástico, Reciclowns arrancando com força sorrisos por onde passavam, bolhas de sabão, as maravilhosas performances artisticas. Todo encantamento que a festa transmitiu durante anos, tocaram novamente o publico “novato”. Elogios não faltaram.
Mas e a ALMA? A música e o público?
Aos olhos de antigos frequentadores e amantes Respect, ficou uma sensação desconhecida, algo ficou faltando, algo mudou e o gosto não foi agradável.
Men 2 Deep, Space Tribe, Zaghini, 2010, Pragmatix, alguns dos nomes que fizeram seu papel com classe!
Mas… o que gerou o gosto desconhecido?
Timbres e percurssões de techno fizeram parte do um grande periodo de tempo na atmosfera da festa, cortando a psicodelia de cabo a rabo que estavamos acostumados.
Chill Out, geralmente usado como um ambiente de paz, relaxamento e reflexão. Durante a madrugada foi invadido pelos lentos bpms.
A madrugada no Main Stage, geralmente o campo dos monstros do Dark Trance cessou mais cedo, e no lugar da Psicodelia o Full On Night apareceu, com características High Tech, vocais e efeitos que pareciam ir para todas as direções.
O querido Progressive que daria as caras mais cedo no Main Floor, apareceu como um “mutante com efeitos e timbres techno” pegando todos de surpresa, tanta surpresa, que muitos preferiram tomar um açaí, sentar no chão, relaxar as pernas. Ou ficar sem reação mesmo.
Ficou claro que a Respect atingiu um grande numero de pessoas, talvez ganhou uma proporção tão grande boca a boca, que nem ela mesmo esperava.
Ou talvez esteja se adaptando aos novos públicos fiéis a musica eletronica no Brasil, divulgando a festa com mais intensidade, para conscientizar a verdadeira essência Respect, talvez?
Lá tinha de TUDO -- De hippies e estilos alternativos a garotas que mais pareciam ter saido de uma pintura (e 2kg de maquiagem), de dreads e roupas “largadas” aos famosos Bondes da Oakley, do pé a cabeça uniformizados prontos para guerra?! De danças e pulos espontâneos guiadas pelo som, a “sensualizadores” com suas danças ensaiadas no quintal de casa em frente ao espelho de quarto da irmãzinha mais nova.
Uma festa que nos últimos anos gritou nas nossas cabeças qual é a verdadeira mensagem e ideologia que vai MUITO ALÉM só da musica, se transformou? Evoluiu? Se adaptou? Não sabemos!
É inevitável a mudança de público, para tornar a festa uma SOBREVIVENTE em meio ao caos na cena eletronica verde e amarela.
Mas qual é o caminho certo? Informar? Educar? Conscientizar? Ou atingir todos os publicos de uma vez só?
TALVEZ esse público que frequenta as grandes festas comerciais de hoje em dia NÃO esteja preparado para absorver a ideologia de uma vez só.
TALVEZ a Respect deveria ir mais devagar na sua mudança/transformação. Planejar antes de agir.
Rosa Ventura disse as exatas palavras: “Cada edição é uma!”
Fazer com que o novo publico sa adapte ao o que é a psicodelia, a ideologia, ao o que sempre foi a Respect leva tempo e calma…
… afinal, para manter o que sempre foi mágico em pé, é preciso fazer com que eles se adaptem a mágica, e não a mágica se adaptar a eles!
Pelo menos uma coisa foi mostrada, que a música pode sim reunir pessoas de diferentes tribos e de diferentes ideais em um só ambiente, talvez a ideia da organização da Respect foi o de tentar conscientizar pessoas de mentalidades diferentes.
Fica aí a esperança para todos os Dinossauros. Pois de coração, não queremos passar mais fome, do que já passamos!
Nota: Essa postagem foi feita em conjunto entre a Daianny(velha conhecida) e o Guilherme(Gui), novo colaborador no blog, espero que tenham gostado.