Amanda Feilding é diretora da Beckley Foundation, o trabalho da fundação é dirigir e apoiar pesquisas como a prática utilizada para alterar nosso estado de consciência.
A seguir alguns trechos interessantes de uma matéria feita na revista Galileu pela própria Amanda Feilding.
” Já faz 35 anos que estamos impossibilitados de usar o LSD em nossos experimentos. É um preconceito ilógico e com qual espero ajudar a acabar.
É triste ver que as novas tecnologias que desenvolvemos não podem ser usadas para estudar os efeitos das drogas psicodélicas em nossa cabeça. Com essas drogas poderíamos analisar como as mudanças no nosso cérebro alteram o que a gente vê e sente. Poderíamos aprender como nossa mente funciona.
Um dos meus objetivos na Beckley Foundation é liberar o uso do LSD para os neurocientistas de todo o mundo.
Em parceria com a Universidade de berckley, na Califórnia, analisamos como as ondas cerebrais se alteram depois da ingestão do LSD e como essa alteração afeta a criatividade. Levou dois anos para conseguirmos permissão para o estudo, e mas uma ano para conseguirmos a droga. É até engraçado demorarmos tanto tempo para conseguir o que qualquer maluco consegue andando apenas alguns quarteirões.
Não há nada perigoso nessas experiências. Além disso as drogas psicodélicas não são viciantes e nem tóxicas.
É por isso que essas drogas tem que ser legalizadas. Convenhamos, não importa se permitimos ou não o uso de psicodélicos, ele vai acontecer. Logo, o melhor a fazer é instruir as pessoas sobre o modo mais seguro de fazer isso.
Em ves de perigoso, o uso de LSD pode ser bastante transformador. Ele possibilita às pessoas verem as coisas com um novo olhar. Ele pode mudar as pessoas, fazendo-as perceber a relação da humanidade com o Universo e a interligação entre todas as coisas.”
O link para a matéria original está aqui, vale a pena ler, é muito interessante!
Daianny Lima Correa, estudante do curso de Biologia, sempre gostou de música eletrônica, no ano de 2008 começou a ir em festas e se apaixonou ainda mais pela cultura trance, seus gêneros preferidos são full on morning e groove mas escuta todas as vertentes da e-music.
daianny.correa@gmail.com
Depois de tanta polêmica com as famosas “dancinhas” das raves, resolvemos entender o real significado da dança.
A Dança é a arte de mexer o corpo, através de uma cadência de movimentos e ritmos, criando uma harmonia própria.
Não é somente através do som de uma música que se pode dançar, pois os movimentos podem acontecer independente do som que se ouve, e até mesmo sem ele. A história da dança retrata que seu surgimento se deu ainda na pré-história, quando os homens batiam os pés no chão. Aos poucos, foram dando mais intensidade aos sons, descobrindo que podiam fazer outros ritmos, conjugando os passos com as mãos, através das palmas.
Com o passar dos tempos a dança foi ganhando características próprias em cada região.
Por exemplo, na Grécia a dança era usada nas comemorações dos jogos olímpicos, no Japão tinha um caráter religioso, em Roma eram danças sensuais em homenagem a deuses e nas cortes do período renascentista era ligada ao teatro.
Assim como a mistura dos povos foram acontecendo, os aspectos culturais foram se difundindo. Por isso, que hoje temos essa grande diversidade cultural no mundo da dança.
Nas raves por exemplo encontramos diversas figuras:
O que balança o guarda-chuva pra cima e pra baixo!
O que sensualiza! ( odeio essa palavra).
O da catira psicodelica, ou melhor dizendo, rebolation!
O frito master!
O que dança com a alma sem se preocupar em fazer passos ou mostrar o corpo!
O que balança a corrente de prata!
E muito mais…
Abaixo seguem alguns links de vídeos para mostrar os diferentes estilos de dança que encontramos hoje em raves e festivais de cultura alternativa.
Daianny Lima Correa, estudante do curso de Biologia, sempre gostou de música eletrônica, no ano de 2008 começou a ir em festas e se apaixonou ainda mais pela cultura trance, seus gêneros preferidos são full on morning e groove mas escuta todas as vertentes da e-music.
daianny.correa@gmail.com
O Duo Israelense QUANTIZE formado por Reshef Harari e Adi Ashkenazi certamente é um dos grupos de Progressive Psytrance que sempre esteve no topo do meu ranking pessoal. Seja pelo seus sons altamente psicodélicos, pesados, viajantes.
Segundo o dicionário, Quantize significa ’’uma propriedade que existe em magnitude e acumulação e que designa tudo aquilo que pode ser medido ou contado, que é sucetível de aumentar ou diminuir e que possui uma substância e forma.’’ Magnitude e acumulação eu concordo, pois são sinônimos do sucesso que eles obtém.
Veja abaixo entrevista completa.
01- Vocês podem nos dizer um pouco sobre a vida de vocês e o projeto Quantize?
Quantize é formado por Reshef Harari de 26 anos e Adi Ashkenazi de 27 anos. Nós nos encontramos no colegial e em pouco tempo nos tornamos bons amigos.
Nós conhecemos a cena Trance e viramos fans do estilo que era tocado e tudo o que estava associado a ela. Essa música influenciou o estilo de vida de muitas pessoas e com o passar do tempo fomos analisando essa paixão mais de perto. Éramos dois indivíduos querendo explorar o som do Progressive Trance e em 2003 criamos o projeto QUANTIZE.
02- E como foi a vida de vocês quando eram crianças? Suas famílias eram ricas, seus pais tiveram bons empregos para ajudarem vocês no começo de suas carreiras?
Adi teve sua adolescência na Bélgica pois seu pai trabalhava lá então sua paixão por música eletrônica começou lá, escutando alguns hits da House music. Teve sua infância como qualquer outra criança, algo normal, amando música eletrônica e aos poucos aprendendo a tocar alguns instrumentos, bem como jogar futebol e causar muito como qualquer pessoa daquela idade.
Reshef passou a maior parte de sua infância praticando Karatê e Musculação, futebol e também gostava muito de computador. Confessamos que ele era bem ocupado para uma criança (rs). Os seus pais tinham (e ainda têm) um complexo desportivo então Reshef sempre esteve por lá por muitas horas após a escola.
03- Seus pais apoiaram vocês quando tomaram a decisão de seguir a carreira musical?
’’SE VOCÊ ACREDITAR EM ALGO E COLOCAR TODO SEU CORAÇÃO NELE, NÃO IMPORTA O QUE QUER QUE VOCÊ FAÇA, IRÁ SE DAR BEM!’’
Com certeza, nossos pais sempre nos apoiaram, mais do que isso, eles nos ajudaram desde o início até hoje no ramo musical e como levá-lo a sério. É claro que eles tiveram e ainda têm dificuldade de entender como conseguimos viver através disso até hoje, pois eles têm aquela imagem de família com filhos vivendo uma vida mais real. Mas a medida que crescemos com nossas apresentações ao redor do mundo e agora que lançamos o álbum eles estão vendo que se você acreditar em algo e colocar todo seu coração nele, não importa o que quer que você faça, irá se dar bem!
04- E como é para suas namoradas o fato de ter um parceiro tão ocupado, que viaja o tempo inteiro e tem muita gata dando em cima? Elas têm ciúmes ou acabam compreendendo e apoiando vocês?
A namorada do Reshef é do mundo musical, ela é de São Francisco e costuma viajar também com sua banda de rock pelo Estados Unidos, então ela compreende que nossa rotina. Acredito que por isso ela é tão legal em relação ao fato de viajarmos e até mesmo algumas vezes ela nos acompanha em alguns festivais.
Adi está solteiro atualmente e curtindo as várias maneiras de viver mas acredita que como aconteceria com qualquer garota, elas não iriam gostar muito de saber que seu namorado viajará o mundo todo e poderá encontrar uma garota nova, talvez porque isso seja natural no próprio ser humano, é inevitável, provavelmente agiríamos da mesma maneira se fosse o contrário.
05- Cubase ou Logic? E por quê?
Nós produzimos no Cubase porque esse foi o software que iniciamos há muito tempo atrás. Logic também é um ótimo programa, nós já utilizamos ele algumas vezes para produzir nossas músicas e comparamos um com o outro e tiramos o que cada um deles têm de melhor (fizemos uma música com o Ace Ventura que sairá no nosso álbum e foi feita no Logic).
Acreditamos que a opção fique apenas no gosto pessoal de cada um, aquele que você se familiarizar será aquele que você utilizará. Não existe um motivo real para se falar que um é melhor do que o outro, todo software tem suas vantagens e desvantagens e você pode atingir um alto nível de produção musical em qualquer um deles, apenas a maneira como atingirão será diferente.
06- Por quê o nome ‘’Quantize’’?
O nome Quantize vem do desejo de se criar um Trance certeiro e significa a última sincronia entre tempo e espaço. Tentamos fazer tudo ‘’na mira’’, preciso, não nos importa se é o som, a harmonia ou a atmosfera, tudo tem que ser perfeitamente sincronizado.
07- Vocês acreditam que apenas com um bom softwares podemos chegar a um nível de produção musical que pode ser considerado profissional?
É claro que com um bom software num estúdio profissional e bons vsts você pode chegar a um alto nível em termos de produção musical, mas o Hardware (na nossa opinião) te dá aquele toque extra, colorindo a música. Para se diferenciar de todo o resto do mercado precisamos e devemos utilizar Hardwares além do que facilita as produções (utilizar Hardware acaba sendo mais fácil e dinâmico do que fazer toda uma produção através do pc).
08- Essa pergunta eu sempre faço para artistas Israelenses. Qual é o segredo de Israel em lançar tantos artistas para o mundo a fora?
Essa é uma boa pergunta! Acreditamos que existem diversos motivos que fazem com que muitos israelenses queiram produzir.
Primeiro, a exposição massiva de muitas festas e quando as novas gerações ouviram essa batida pulsante que o Trance possui eles ficaram impressionados, mas basicamente, sentimos que como todos os humanos, todos nós procuramos um refúgio para esquecermos dos nossos problemas e apenas se divertir, sabemos que as coisas são um pouco estressantes aqui em Israel. Então por diversos motivos, os israelenses encontraram nas festas trance uma saída para esses problemas e eventualmente com o tempo eles poderão até mesmo criar algo próprio para elas. Como a maioria da geração X e Y, crescemos sob esse gênero musical então acreditamos que está no nosso sangue mesmo.
09- Quais equipamentos, softwares e hardwares, vocês utilizam para fazer suas produções?
Usamos um par de monitores Dynaudio BM6, amplificadores Phonic XP, sintetizadores RME Hammerfull 8x8, Virus C, Roland JP 8080, computador Hybrid Quad Core, Mac Book Pro, softwares Ableton e Cubase, WaveLab e um monte de plugins.
10- Você pode mencionar seus 5 produtores favoritos?
Ace Ventura, Aerospace, Perfect Stranger, Popof, Stephan Bodzin.
11- Que estilo de som vocês tocam quando fazem DJ Sets?
A gente amar tocar Minimal Techno, mas realmente depende da festa que vamos tocar, as vezes tocamos alguns DJ Sets de Trance, a maioria das coisas que lembram nosso estilo de som que é ’’música para pista’’.
Leandro Zaros Patricio, é formado em comércio exterior, atualmente atua na área de importação e exportação, passa grande parte de seu tempo ouvindo todos os estilos e vertentes, mas sua vertente favorita situa-se entre o progressive/techno/minimal, Zarro é mais um dos colaboradores do purpletrance.
lzaros@hotmail.com
O site Ebeatz publicou ontem dia 19/01 um comunicado oficial dos responsáveis pela empresa No Limits referente a entrevista concedida por Luis Sala(DJ Feio) quanto a quebra de parceria das duas partes, XXXperience e No Limits.
Veja abaixo a entrevista ou então se quiser ela está disponível neste link.
Em razão da entrevista concedida pelo Sr. Luis Guilherme Sala – DJ Feio, junto ao site EBEATZ, devemos esclarecer que a XXXPERIENCE não é uma simples parceria, mas trata-se de uma empresa regularmente constituída, conforme palavras do próprio DJ Feio. Na empresa, representada pela pessoa jurídica “Xxxperience Serviços e Eventos Ltda Epp”, figuram como sócios Paulo Ricardo Corrêa do Amaral (Rica Amaral), Luis Guilherme Sala (Feio), Érick Sanches Dias, Edson Rodrigues Dias e Flávio Oliveira Jaegger.
A sociedade se firmou para que o evento, iniciado em meados de 1996, pudesse crescer e se expandir, exatamente para ter condições de receber um público cada vez maior, como se verifica nas edições atuais. De fato, existem questões internas que estão passando por discussões entre os sócios, contudo, tais situações não poderiam e não deveriam atingir o público, que é sem dúvida o maior interessado na continuidade deste mega evento desenvolvido pela empresa. Por este motivo, em respeito ao público, entendemos que este deve ser preservado de questões internas, que devem ser resolvidas por meios próprios, e não através da mídia.
Ao contrário da postura adotada pelo Sr. Luis Guilherme Sala (DJ Feio), acreditamos que o respeito ao público se mostra exatamente pela preservação do evento e pela sua realização dentro dos mais elevados padrões de qualidade e excelência, que sempre foram buscados pela empresa XXXPERIENCE. Em síntese, as alegações do Sr. Luis Guilherme Sala (DJ Feio) não correspondem à realidade. Mesmo assim, embora seja lamentável a sua postura, gostaríamos de esclarecer que a festa XXXPERIENCE será sempre preservada, independentemente de quem sejam ou venham a ser os seus sócios.
Gostaríamos, ainda, de esclarecer que o evento só tem o porte que tem nos dias atuais devido ao esforço conjunto de todos os sócios da empresa XXXPERIENCE, e não apenas de um ou de dois deles. Vale lembrar que os sócios Érick Sanches Dias, Edson Rodrigues Dias e Flávio Oliveira Jaegger trabalharam, e têm trabalhado muito para o desenvolvimento de toda a estrutura que cerca a XXXPERIENCE. Não é nosso objetivo fomentar ainda mais as questões levantadas pelo Sr. Luis Guilherme Sala (DJ Feio), até porque não correspondem à realidade, como já se destacou. De qualquer maneira, nos limitamos apenas em nos desculpar por tal inconveniente.
Essa entrevista deixa no ar uma certa sensação de que o que foi dito por Luis Sala(DJ Feio) não foge tanto a realidade como eles mesmos colocaram em uma parte da entrevista, deixa na verdade, bem visível a falta de argumentos que os responsáveis tem quanto aos disparos feitos por Feio e também fica claro a forma como eles tratam as raves, de uma forma meramente econômica e comercial, onde não se apegam a nenhum tipo de valor ou raiz, depois dessa entrevista cada um pode tirar suas próprias conclusões
É tempo de renovação, de novos ares para a cena, o ano de 2009 foi regado a cancelamentos e resultados ruins para as raves, quem sabe o ano de 2010 as coisas não mudem.
Jefferson Ricardo Bernardino, formado em análise e desenvolvimento de sistemas, atualmente atuando na área, passa a maior parte de seu tempo ouvindo música eletrônica, gosta de todos os estilos e vertentes, mas seu coração bate mais forte quando escuta fullon ou progressive-trance.
jefferson.rbr@gmail.com
http://www.jeffersonbernardino.com
Depois de um comunicado oficial da organização da Tribe de que sua parceria com a empresa No limits teria chegado ao fim, mais um indício de outra mega-festa brasileira poderia deixar a parceria de lado.
De acordo com uma entrevista cedida pelo Dj Feio(Luis Guilherme Sala) ao site ebeatz que você pode conferir na íntegra neste link, @Feio em algumas passagens da entrevista deixa uma sensação de decepção com a empresa já contava com alguns anos de parceria com a XXXperience colocando breves fatos que aconteceram no decorrer dos anos de parceria, Veja alguns trechos que tem maior destaque e mostra que os idealizadores e antigos organizadores da festa ainda tem a vontade de voltar a festa nos seus antigos moldes que antes prezavam pelo bem estar de seu público.
Aparentemente, a sociedade parecia ir muito bem. Após, tantos anos de parceria, qual foi o verdadeiro grande motivo da separação?
Dj FEIO: Olha, como você disse acima, “’aparentemente” ia bem. Porém, ultimamente eles estavam agindo “’unilateralmente”, não nos pedindo opinião de mais nada. Vim morar em Sorocaba (sede da No Limits) para poder participar mais efetivamente da organização festa, e eu nunca era comunicado das reuniões, que a meu ver é uma falta de respeito dentro de uma sociedade. Inclusive eu e o Rica tivemos que gravar um vídeo que está em nosso poder, expondo tudo e eles afirmando o nosso questionamento a nosso favor, porque eles sempre falavam ‘’y’’ e faziam’’x’’. Então, o grande motivo da separação seria porque eles excluíram o Rica e eu, da situação geral da empresa que nós criamos e demos a eles.
Como todos sabem, você junto ao Rica, foram grandes responsáveis pela expansão da cena psytrance no Brasil. Qual o sentimento de vocês em relação ao acontecido? Como vocês estão se posicionando a respeito?
Dj FEIO: Olha, quando começamos sozinhos, antes da No Limits começar a produzir, fazíamos tudo com amor e respeito ao nosso publico, pois tudo que é feito com amor o dinheiro vem como prêmio. Inclusive com essa pergunta você me lembrou de quando dávamos gratuitamente café da manhã, lembrancinhas, enfim, total respeito ao nosso público. Sempre fui da opinião que já que o público nos dá o maior amor com a presença deles, nós achávamos que além da festa que era nossa obrigação, deveríamos dar algo a mais como agradecimento a sua fidelidade com a XXXPERIENCE. Eu e o Rica estamos muito tristes em ver no que se transformou o nosso sonho e a atitude da No Limits, que ganhou tudo isso de graça, não reconhece.
Nos esclareça um pouco mais sobre o episódio das festas previstas para o carnaval no Sirena (Maresias) e no Green Valley. Foi um problema de negócios, relacionamento ou apenas um desencontro de informações? As festas não poderiam ser realizadas sem a autorização sua e a do Rica Amaral? E onde o Jeje (TribalTech) entra nessa história?
Dj FEIO: No final do ano passado estávamos em negociação de compra ou venda da XXX, mas não houve acordo. Saí de férias com a minha família no natal e ano novo, e de repente, vejo na internet um anúncio de duas festas da XXX no Carnaval, uma no Sirena (praia de Maresias/SP) e outra no Green Valley (Sta.Catarina). Nem eu e o Rica estávamos sabendo dessa parceria com os clubes, mais uma prova de estarem agindo “unilateralmente”, não nos comunicando de nada e o pior, não nos colocando no line-up. Por exemplo, “vou ao show da Madonna, mas ela não vai comparecer”. Inclusive já pedi para o meu advogado informar aos dois clubes que não estamos sabendo dessas duas festas. A meu ver, eles já estão agindo como se tivessem comprado a nossa parte, coisa que não aconteceu, sem contar a falta de ética deles de já terem divulgado tudo sem a nossa participação. Quanto ao Jeje, eu prefiro que vocês falassem com ele, mas até onde eu sei, ele também foi enrolado nessa historia, e acredito que os Clubes também, pois passaram a idéia que estava tudo bem e que logo estaria tudo resolvido, o que não é verdade até esse momento.
Como todos sabem, você junto ao Rica, foram grandes responsáveis pela expansão da cena psytrance no Brasil. Qual o sentimento de vocês em relação ao acontecido? Como vocês estão se posicionando a respeito?
Dj FEIO: Olha, quando começamos sozinhos, antes da No Limits começar a produzir, fazíamos tudo com amor e respeito ao nosso publico, pois tudo que é feito com amor o dinheiro vem como prêmio. Inclusive com essa pergunta você me lembrou de quando dávamos gratuitamente café da manhã, lembrancinhas, enfim, total respeito ao nosso público. Sempre fui da opinião que já que o público nos dá o maior amor com a presença deles, nós achávamos que além da festa que era nossa obrigação, deveríamos dar algo a mais como agradecimento a sua fidelidade com a XXXPERIENCE. Eu e o Rica estamos muito tristes em ver no que se transformou o nosso sonho e a atitude da No Limits, que ganhou tudo isso de graça, não reconhece.
Depois de toda essa reviravolta que está acontecendo na cena das festas open-air brasileiras a única coisa que nos resta é esperar o melhor, ou seja, o renascimento da cena onde os organizadores não pensam somente no lucro e sim na essência, na felicidade, no amor em fazer aquilo que gosta, há pessoas que tem um pouco de receio dessas festas mais comerciais como Tribe, XXX, Orbital, Kaballah entre outras, não é de se tirar a razão já que são essas festas que sujam o nome das raves, mas pensem bem, pelo menos eu jamais vou me esquecer de momentos lindos de pura celebração com meus amigos em uma Tribe ou Kaballah.
A Tribe já almeja mudança, a XXX está vindo logo atrás no mesmo intuito, vamos todos pensar positivo para que tudo volte ao normal e que tudo isso não tenha passado de um simples pesadelo.
Jefferson Ricardo Bernardino, formado em análise e desenvolvimento de sistemas, atualmente atuando na área, passa a maior parte de seu tempo ouvindo música eletrônica, gosta de todos os estilos e vertentes, mas seu coração bate mais forte quando escuta fullon ou progressive-trance.
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Dois dias depois do termino do festival e a comunidade do Universo Paralello no orkut já estava cheia de críticas, elogios e reclamações. Como é de costume do povo brasileiro claro que tinha mais reclamações do que elogios.
Diante de tantas reclamações a org. do UP resolveu se pronunciar e colocou um comunicado na comunidade oficial do orkut, a seguir alguns dos pontos mais importantes da explicação dada pela organização.
Sobre a limpeza da área.
O lugar nunca tinha sido limpo antes. Eram toneladas de lixo na praia. Sacos plásticos, Pets, Galões de óleo de navio, Latas etc…
Na pista Alternativa era um cemitério de pinheiros mortos. Haviam 250 árvores cortadas rente ao chão, pelo vizinho a 4 anos atrás. Só haviam tocos que foram retirados com raízes mortas e troncos e a área foi toda limpa e se transformou na pista alternativa.
Não foi derrubada nenhuma árvore e toda a limpeza do mato foi sob a supervisão do CRA (IBAMA). O Festival foi todo construído em bambu e somos referencia no IBAMA da Bahia.
90% do lixo produzido no festival foi reciclado, apenas 10% foi para o aterro sanitário.
Em relação a água consequentemente os banheiros molhados, tivemos uma serie de fatores que atrapalharam o bom funcionamento, pela primeira vez passamos por uma estiagem de quatro meses sem chuva na região do festival, os nossos banheiro e chuveiros foram construídos e distribuídos, contando que teríamos água nos poços, igual as edições anteriores, mas no mês dezembro quando fomos testar o funcionamento dos banheiros, para nosso espanto os poços secaram em trinta minutos de funcionamento.
O desespero tomou conta da equipe da hidráulica e fomos obrigados a buscar água a 5 km de distância em um rio da região, entre o caminho foram construídos dois reservatórios de água de 450.000 litros cada um e toda a nova logística de encanamento dentro do festival. Testamos mais uma vez o novo projeto e funcionou perfeitamente.
Na madrugada do dia 27 para o dia 28, vândalos destruíram 150 metros de encanamento e perdemos no pasto quase 500.000 de litros de água já captados , o pânico tomou conta não só da a equipe de hidráulica como toda a produção. Demorou mais de 24 horas para enchermos os tanques de reservatórios novamente, dentro desse caos não havíamos outra alternativa, como alugar caminhões pipas, toco ou traçados, apenas esses poderiam trafegar no terreno arenoso do local.
E para piorar os mesmos não conseguiam chegar na área do festival para descarregar a água pelo fato do transito caótico na portaria.Foram apenas 4 meses para construir em um novo local, pois o festival estava embargado em Pratigi e so seria realizado a base de um TAC.
Para preservamos o festival e mantermos a nossa liberdade de expressão fizemos essa mudança radical, esperamos contar com a compreensão de todos.
A equipe do Universo paralello trabalha junto a 6 anos e por isso que conseguimos reverter o quadro nos últimos dias.
Realmente fiquei muito chateado com esse problema da água, foram 8 meses sem dormir pra conseguir que acontecesse os 10 anos.
2009 foi muito complicado e a única coisa que eu tenho certeza eh que tem que amar de coração pra entrar nessa jornada.
Desculpas sinceras e meus agradecimentos a todos que se desdobraram para a realização do Festival.
Swarup
Daianny Lima Correa, estudante do curso de Biologia, sempre gostou de música eletrônica, no ano de 2008 começou a ir em festas e se apaixonou ainda mais pela cultura trance, seus gêneros preferidos são full on morning e groove mas escuta todas as vertentes da e-music.
daianny.correa@gmail.com
É pessoal o mundo está perdido realmente, depois de muito tempo se consagrando na cena eletrônica no Brasil o português responsável pelo projeto Paranormal Attack(psy trance) e underconstruction(eletro) manteve uma parceria com a banda de rock-pop Charlie Brown Jr., o novo cd da banda intitulado Ritmo, Ritual e Responsa foi lançado em outubro de 2007 e não teve muito sucesso graças a falta de homogeneidade de estilos, fora isso o português fez remixes com varias bandas e artistas brasileiros entre eles Marcelo D2.
Depois de fatos como este não é difícil o projeto israelense Skazi fazer uma parceria com Ivete Sangalo ou então Claudia Leite, já imaginaram o hit “vai rolar a festa” com 145 BPMs e bass line gordo ou então “beijar na boca” com efeitos do dark…
Jefferson Ricardo Bernardino, formado em análise e desenvolvimento de sistemas, atualmente atuando na área, passa a maior parte de seu tempo ouvindo música eletrônica, gosta de todos os estilos e vertentes, mas seu coração bate mais forte quando escuta fullon ou progressive-trance.
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