No trance nós acreditamos

Um blog sobre música eletrônica, cultura trance e o mundo das raves.

Bizarro: Rave Sertaneja.

novembro30

rave_sertaneja

Depois do anuncio de Kit para rave e a nova dancinha(axé trance), vem ai a nova sensação brasileira…

É a rave Sertaneja…

Esse fim de semana um grande amigo meu, passeando na cidade de Botucatu viu esse belo outdoor e tirou uma foto e me enviou, segue ai então a “sugestão” para uma transcendência ao melhor estilo caipira.
É impressionante o poder de adaptação e criação que nós bons brasileiros temos, chega a ser hilário  o quanto somos criativos, há situações que isso nos da uma certa vantagem já que la no exterior nossa criatividade é amplamente conhecida, mas em certas coisas isso só nos subtrai valores, já que há coisas que não podem ser modificadas em sua essência.

Jefferson Ricardo Bernardino, formado em análise e desenvolvimento de sistemas, atualmente atuando na área, passa a maior parte de seu tempo ouvindo música eletrônica, gosta de todos os estilos e vertentes, mas seu coração bate mais forte quando escuta fullon ou progressive-trance. Jefferson.rbr@gmail.com

O que podemos esperar para 2010???

novembro30

Ouvir musica eletrônica

O nosso magnífico mundo das raves em 2009 foi marcado por cancelamentos, festas desorganizadas com um line up incrível e muita polêmica envolvendo grandes festas e muita droga.
O ano de 2009 foi maravilhoso e ao mesmo tempo triste, vimos as raves serem invadidas por modismos e pessoas sem o verdadeiro  espírito da festa; vimos festas totalmente desorganizadas, sem respeito nenhum com o público, mas com um line up que deixava qualquer um de boca aberta; vimos a mídia acabar com a reputação das raves sem dó nem piedade; cancelamentos de festas muito esperadas pelo público; edições de aniversário que nem deveriam ter ocorrido de tão ruim que foi e muitos outros acontecimentos!
Eu sei que o ano ainda não acabou, mas, pelo menos aqui no estado de São Paulo não sobraram mais muitas opções de festas, agora é só aguardar pelo UP#10.
Com base nas festas do ano podemos ter uma idéia de como vai ser em 2010, ou não né, quem sabe os produtores resolvem nos surpreender com algo novo e de qualidade! No mês de março temos a Kaballah, que pelo menos a mim não agradou nem um pouco na última edição, ainda mais por ser uma edição de aniversário, e também temos a Orbital, que vem pra completar 8 anos de existência e provavelmente promover o novo álbum do Eskimo que “dizem” estar sendo produzido agora nesses últimos meses do ano ( quero só ver o que vai vim por aí ).
Estão pedindo muitos nomes de low bpm para as próximas festas, só espero que eles não entrem na moda de fazer festas com a maioria dos artistas de low, tem muito projeto bom e novo de full on por aí, as festas de 2010 tem tudo para serem maravilhosas, vamos ver o que nos aguarda!!!
Eu espero um pouquinho mais de respeito por parte dos organizadores com o seu público, muita música boa, muita coisa nova, muita energia positiva e que as raves caiam no esquecimento do pessoal que não curte realmente o nosso mundo e vai só pra acabar com a nossa festa!!!!
E vocês leitores o que estão esperando para as festas de 2010?

Daianny Lima Correa, estudante do curso de Biologia, sempre gostou de música eletrônica, no ano de 2008 começou a ir em festas e se apaixonou ainda mais pela cultura trance, seus gêneros preferidos são full on morning e eletro mas escuta todas as vertentes da e-music. daianny.correa@gmail.com

É hora de integrar o purpletrance, churrasco no universo paralello #10

Arquivado em: UP#10, amizade | 15 Comentários »
novembro27

beach_barbecue

Como prometido pelo purpletrance em um post passado, ai está,  então vamos promover a integração de todos na 10° edição do universo paralello.
A ideia é a seguinte, a organização do purpletrance junto com todos os seus queridos leitores  vai organizar um pequeno churrasco no UP#10, vamos reunir ideias de todos que queiram participar e de acordo com o passar do tempo vamos definindo as coisas, vários já contribuíram com  suas soluções(até perereca queriam assar..rs), então se você está afim de celebrar conosco essa que será uma passagem de nossa vida que vamos relembrar pra sempre como uma das melhores, venha curtir com agente, pra participar é só enviar um comentário com seu nome e email ou então se preferir envie um email para jefferson.rbr@gmail.com, lembrando que o “churras” não será  um rodizio completo com caviar e champanhe mas sim uma forma de nos conhecermos e celebrarmos juntos esse momento inesquecível  envolto em um ambiente de paz, utopia, felicidade e descontração.
Se estiverem afim também vamos acampar juntos e montar um mega acampamento conosco.
Já estamos pensando em uma forma de nos encontrarmos lá, algo como uma tenda grande com o nome do purpletrance.

Jefferson Ricardo Bernardino, formado em análise e desenvolvimento de sistemas, atualmente atuando na área, passa a maior parte de seu tempo ouvindo música eletrônica, gosta de todos os estilos e vertentes, mas seu coração bate mais forte quando escuta fullon ou progressive-trance. Jefferson.rbr@gmail.com

O que define uma Rave?

novembro26

Rave1

Geralmente quando pensamos em uma rave, pensamos em um lugar plano, ao ar livre, com muita natureza em volta, uma tenda, o palco para os dj’s, muita música eletrônica e uma organização por trás de tudo isso.
Essa imagem era antes das raves se popularizarem, porque agora qualquer festinha de fundo de quintal está sendo anunciado pela mídia como rave.
Já não bastasse a rede record mostrar em uma matéria uma micareta, tocando axé e sertanejo e dizer que é uma rave, agora um jornal da nossa região também resolveu entrar na onda!
Para quem não sabe ou não conhece o jornal se chama “Já” e é famoso por seu baixo nível de cultura e profissionalismo, sem contar a linguagem chula, olha só como estava aunciada a matéria: ” CASA CAIU Rave pra lá de chapada”.
O que eles chamaram de rave é uma chácara que acontecia toda sexta-feira, como qualquer bar com música e bebida, é incrivel como tudo agora acaba em rave, é bem capaz da polícia querer fechar um aniversário infantil numa chácara dizendo que é uma rave com menores de idade.
Um dos nossos amigos entrou em contato com o jornal que publicou a matéria, eles disseram que não são eles que produzem a matéria e sim a Rede Anhanguera de Comunicação, as matérias já vem prontas e eles só tem o trabalho de montar o jornal. O difícil é entender como uma rede de comunicação tão grande se presta ao trabalho de publicar um jornal como este!

Por causa deste episódio que me veio a pergunta: o que define e caracteriza uma rave? Será que essas pessoas não tem noção mesmo do que falam ou fazem de  propósito, para degradar ainda mais a imagem das raves?

Daianny Lima Correa, estudante do curso de Biologia, sempre gostou de música eletrônica, no ano de 2008 começou a ir em festas e se apaixonou ainda mais pela cultura trance, seus gêneros preferidos são full on morning e eletro mas escuta todas as vertentes da e-music. daianny.correa@gmail.com

[Entrevista] – MAGIC PARADISE 5 ANOS – 28/11 – SP

novembro26

magic

Neste próximo final de semana, acontecerá a 5º edição da Magic Paradise, a festa será uma espécie de prévia dos sons que vão rolar durante o Universo Paralello #10, como Tristan, AKD, Ital, Freakulizer e Khainz. Com um lineup recheado de live acts consagrados, a expectativa para este encontro é enorme, o blog Purpletrance, conversou com um dos produtores da festa, Diego Mosca, que falou um pouco sobre esta grande celebração.

Quantas pessoas estão esperando para a festa no próximo final de semana?

O evento será limitado a 3000 mil pessoas. O local tem capacidade e estrutura para comportar eventos para 20 mil pessoas mas preferimos deixar algo bem limitado aos amantes da música eletrônica e festivais. Ás vezes, como se tem notado nas festas mais comerciais, é o baixo nível do público e algumas situações fogem ao controle do organizador. Preferimos limitar os ingressos, e ter a certeza de um evento seguro e confortável para nosso público.

O que a festa agregará no lado cultural para os freqüentadores do evento?

A festa é uma junção de muitos estilos de musica eletrônica. Temos como foco principal a psicodelia, mas damos abertura também para artistas do minimal, techno e progressive house, sem contar as bandas de lounge e ambient do chill out.  Nossa principal fonte de cultura neste festival será sem dúvida a decoração, ao todo 8 equipes de decoração estão confirmadas até o momento, algumas demonstrações de malabares e danças etnicas também estarão presentes no evento.

O lineup da magic está digno de um festival, qual foi a maior dificuldade em montá-lo?

Foi um prazer montar esse lineup, pois nesta Magic Paradise, não nos preocupamos somente com a parte comercial dos artistas e sim com a qualidade e o nível de produção. Foram mais de 2 meses de pesquisa intensa em fóruns, comunidades e boca-a-boca, onde tentamos unir tanto a parte conceitual, quanto a parte comercial do artista. Muitos artistas eram realmente bons, mas como organizadores, também temos que nos preocupar com o retorno que o artista traria para o evento, e a maior dificuldade foi sem dúvida conseguir reunir todos esses grandes artistas em apenas um dia, convencer artistas que ainda não têm muito mercado no Brasil, como os inéditos AKD e Symphonix, e é claro, conseguir encaixa-los em 3 pistas de forma que não fossem simultâneos uns aos outros.

A festa pratica alguma ação em prol da reciclagem ou ações ambientais?

Boa parte da decoração desta Magic Paradise é feita de material reciclado. Os responsáveis por esse trabalho são o projeto “Mutação” que tem 100% da sua arte toda feita de garrafas pet, e “A Ilha” que utiliza principalmente sucata. Teremos também a tenda de reciclagem , criada pelo Boom Festival e já adotada pela Respect aqui em São Paulo, que a pessoa poderá trocar uma lata ou garrafa por R$ 1,00 para consumir de volta no evento. Cinzeiros de bolso também serão distribuídos e todo o lixo do evento será destinado à uma cooperativa de lixo reciclável do município, para ser melhor aproveitado.

Na sua opinião, qual apresentação vai chacoalhar o dancefloor?

Não podemos, é claro, descartar a presença dos “mestres” Rinkadink e Tristan que são sem dúvida nossos headliners, porém, acredito que os inéditos AKD e Symphonix são os mais aguardados pelo público. Mas o que realmente têm nos surpreendido na comunidade da festa são comentários a respeito do dj Zaghini, residente da Respect que vêm crescendo e se tornando, sem dúvida, um dos melhores djs de psytrance do cenário nacional.

O chillout tem papel muito importante em uma festa de música eletrônica, como será este espaço na edição de 5 anos da Magic Paradise?

O que mais nos surpreendeu nesta Magic Paradise, foi que colocamos 15 atrações internacionais na pista principal, e muitas pessoas ficaram impressionadas com o nivel da qualidade de nosso chill out. Muitas vezes, o mainfloor foi ofuscado por nossa terceira pista que contará com a decoração inédita da Psyfantasy (que também é responsavel pela decoração do mainfloor), e terá o live do Soul Surfer, que é o mesmo produtor de Andromeda e Chromosome. Trouxemos também duas bandas que gostamos muito, Lounge Ville Club, e Grooverdose, sem contar os dj sets de Deutsch, Pedra Branca e Rosa Ventura.

Qual sua opinião em ter a festa do mestre Goa Gil no mesmo dia da Magic?

Ficamos muito chateados e até mesmo preocupados quando vimos que o Goa Gil viria no mesmo dia, temos uma parceria muito bacana com a 4ideas, que são os produtores do Goa Gil. Infelizmente, nós começamos a marcar e fechar os eventos simultâneamente e não nos avisamos. Só fomos descobrir isso, quando fomos ao escritório da 4ideas, descobrimos que seria na mesma data e que seria impossível desmarcar qualquer uma das festas devido aos artistas que já estavam quitados. Uma pena, pois nós também gostariamos muito de estar presentes nesta última edição da 4ideas.

Para quem ainda não decidiu, qual o recado que você dá ao povo que está pensando em celebrar os 5 anos da Magic Paradise?

O que posso garantir é a certeza de um grande evento com 100 % dos artistas confirmados,  um sistema de som incrível e uma decoração jamais vista. Serão 3 palcos, diversas ações ecológicas e culturais, tudo isso em conjunto com a Prefeitura do Município de Piracaia. Todos os banheiros de alvenaria, um local totalmente estruturado e arborizado para eventos. Tudo isso limitado a 3 mil pessoas. “Respeito ao público e amor à natureza simbolizam este quinto aniversário da Magic Paradise”

Jefferson Ricardo Bernardino, formado em análise e desenvolvimento de sistemas, atualmente atuando na área, passa a maior parte de seu tempo ouvindo música eletrônica, gosta de todos os estilos e vertentes, mas seu coração bate mais forte quando escuta fullon ou progressive-trance. Jefferson.rbr@gmail.com

“A solução é liberar todas as drogas”

novembro24

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A frase acima foi dita por Jack Cole, um ex-policial americano que prendeu muitos traficantes enquanto ficou infiltrado no tráfico na década de 70.
Jack Cole passou 14 anos infiltrado em grupos de traficantes de Nova Jersey, nos EUA, hoje ele dirige uma ONG que reúne juízes, promotores e policiais em 76 países, a favor da legalização das drogas.
O ex-policial diz que com a legalização da drogas o consumo entre jovens cai 22% e as mortes por overdose 52%, isso foi um fato que acorreu em Portugal em 2001 quando o governo descriminalizou as drogas.

“se você legalizar a droga, sabe o que vai acontecer do dia seguinte nos morros do Brasil? Eles vão estar fora do negócio, não vão ter mais território para defender. Eles só tem armas porque precisam se defender da polícia e das outras gangues.” diz Jack Cole.

Abaixo algumas perguntas que a revista época fez para o ex-policial:
* Porque o senhor faz uma relação entre o número de presos na década de 70 e o aumento do tráfico hoje?
Cole= Prendemos gente que tinha recuperação, que não era exatamente um traficante. Gente comum que foi para a cadeia e lá conheceu traficantes de verdade, fez um verdadeiro curso intensivo de tráfico e outros crimes. E não se recuperam quando saem de lá. Quem vai dar emprego? A alternativa é traficar mais, roubar e matar, ainda mais depois de fazer amizades e se profissionalizar na cadeia. A única forma de quebrar essa corrente é liberar as drogas.
*Mas, se a maconha for liberada, aparecerá alguém traficando cocaína. Se a cocaína for liberada, aparecerá alguém vendendo crack…
Cole= E por que não podemos liberar tudo de uma vez? Temos de liberar todas as drogas. No momento em que liberarmos, acabará o tráfico. Ele simplesmente não vai mais precisar de armas, nada disso. As drogas seriam vedidas em qualquer lugar, e o consumidor saberia exatamente  o que ele está usando, como vocês tem na embalagem de cigarro os avisos de todas as substâncias que o produto contém. Os governos deram às polícias a missão de proteger os adultos de si próprios. Isso não faz sentido. Não funcionou com o álcool, e nós levamos 30 anos para perceber isso. Na hora em que legalizamos o álcool, acabou o crime provocado pelo álcool.

Daianny Lima Correa, estudante do curso de Biologia, sempre gostou de música eletrônica, no ano de 2008 começou a ir em festas e se apaixonou ainda mais pela cultura trance, seus gêneros preferidos são full on morning e eletro mas escuta todas as vertentes da e-music. daianny.correa@gmail.com

Woodstock Festival 1969 – - História e Fotos

novembro24

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Pra quem não teve a oportunidade de participar do “pai” de todos os festivais, o Woodstock Festival, segue um link com fotos sensacionais desse evento que marcou toda uma geração.

MUSIC, PEACE & LOVE!!!

O Woodstock Music & Art Fair (informalmente chamado de Woodstock ou Festival de Woodstock) foi um festival de música anunciado como “Uma Exposição Aquariana: 3 Dias de Paz & Música”, organizado na fazenda de 600 acres de Max Yasgur na cidade rural de Bethel, no estado de Nova York, Estados Unidos. Foi realizado entre os dias 15 de agosto e 18 de agosto de 1969. Originalmente, o festival deveria ocorrer na pequena cidade de Woodstock, também estado de Nova Iorque, onde moravam músicos como Bob Dylan, mas a população não aceitou, o que levou o evento para a pequena Bethel, a uma hora e meia de distância.

O festival exemplificou a era hippie e a contracultura do final dos anos 1960 e começo de 70. Trinta e dois dos mais conhecidos músicos da época apresentaram-se durante um chuvoso fim de semana defronte a meio milhão de espectadores. Apesar de tentativas posteriores de emular o festival, o evento original provou ser único e lendário, reconhecido como uma dos maiores momentos na história da música popular.

Mesmo considerado um investimento arriscado, o projeto foi montado tendo em vista retorno financeiro. Os ingressos passaram a ser vendidos em lojas de disco e na área metropolitana de Nova York, ou via correio através de uma caixa postal. Custavam 18 dólares (aproximadamente 75 dólares em valores atuais), ou 24 dólares se adquiridos no dia. Aproximadamente 186,000 ingressos foram vendidos antecipadamente, e os organizadores estimaram um público de aproximadamente 200,000 pessoas. Não foi isso que aconteceu, no entanto. Mais de 500,000 pessoas compareceram, derrubando cercas e tornando o festival um evento gratuito.

Trinta e duas apresentações foram realizadas ao longo dos quatro dias do evento:

Sexta-feira, 15 de agosto

Sábado, 16 de agosto

Domingo, 17 de agosto para Segunda, 18 de agosto

Apresentações canceladas

  • The Jeff Beck Group estava agendado para tocar no festival, mas cancelou pois a banda acabou uma semana antes.
  • A banda canadense Lighthouse estava certa de que tocaria no festival, mas, no final, acabaram decidindo por não tocar, pois temeram que aquilo fosse uma cena ruim para a banda. Mais tarde, alguns membros do grupo disseram que se arrependeram da decisão.
Jefferson Ricardo Bernardino, formado em análise e desenvolvimento de sistemas, atualmente atuando na área, passa a maior parte de seu tempo ouvindo música eletrônica, gosta de todos os estilos e vertentes, mas seu coração bate mais forte quando escuta fullon ou progressive-trance. Jefferson.rbr@gmail.com
DJ Glen