No trance nós acreditamos

Um blog sobre música eletrônica, cultura trance e o mundo das raves.

Quem gosta de e-music consegue ser eclético?

novembro18

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Geralmente quando você pergunta a uma pessoa de que tipo de música ela gosta, elas dizem que gostam de tudo um pouco. Mas será que isso acontece com tudo mundo, até com os apaixonados pela música eletrônica?
Depois de alguns convites da turma da faculdade para ir a shows sertanejos e pagodes eu parei para pensar, e obtive a seguinte conclusão: eu gosto de música eletrônica, e só.
Pessoas que gostam de pagode geralmente também gostam de sertanejo e vice versa. Os que gostam de funk, adoram pagode e por aí vai.
E quem gosta de música eletrônica, será que gosta também de pagode, sertanejo e funk?
Eu acho meio difícil hein…
Eu por exemplo não consigo escutar outra coisa a não ser e-music, não consigo frequentar bares que tocam pagode, sertanejo, funk e todo o resto. Nossa galera costuma dizer que só ficamos felizes quando tem rave, e é a mais pura verdade, não conseguimos mais fazer outra coisa!
Por isso, eu queria saber de vocês que fazem parte desse mundo psicodélico com nós: vocês conseguem ser ecléticos?

Daianny Lima Correa, estudante do curso de Biologia, sempre gostou de música eletrônica, no ano de 2008 começou a ir em festas e se apaixonou ainda mais pela cultura trance, seus gêneros preferidos são full on morning e eletro mas escuta todas as vertentes da e-music. daianny.correa@gmail.com

Ecstasy é mais seguro que andar a cavalo

novembro17

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Segundo pesquisas tomar ecstasy não é mais perigoso do que andar a cavalo.

Especialistas do Reino Unido dizem que os riscos do ecstasy são até menores do que do “equasy” (termo que foi inventado, como brincadeira científica, para as cavalgadas). O professor acadêmico David Nutt, diretor de um conselho de mal uso de drogas do Reino Unido, diz que a droga deveria passar a ser considerada de classe B, ou seja, menos perigosa.

Outros pesquisadores, agora, fazem campanha para que Nutt renuncie ao seu posto, já que ele estaria promovendo a descriminalização da droga.

Nutt afirma que sua intenção era provar que drogas são tão perigosas quanto outros aspectos da vida de uma pessoa comum. “Tornar as cavalgadas ilegais diminuiria os riscos de alguém se machucar” diz o professor, “e também há outras atividades que a sociedade tolera, como base jumping (queda livre onde o esportista se joga de um local alto com um pequeno pára-quedas), que apresentam maiores riscos do que o uso de drogas. O modo com que elas são vistas depende da comunidade” conclui.

O conselho do qual o professor Nutt participa poderá recomendar a “promoção” do ecstasy ao nível B. No entanto, o governo pode não aprovar a decisão.

As mortes atribuídas a usuários de ecstasy, no ano passado, subiram de 15 para 30, no Reino Unido. O custo da droga caiu drasticamente, por sua vez provando sua popularização.

Lembrando que este post NÃO TEM INTENÇÃO nenhuma de fazer apologia a nenhum tipo de drogas sejam elas pesadas ou leves, apenas tentamos mostrar alguns fatos  a mídia não mostra, e deixando a hipocrisia de lado não há como falar de raves sem citar drogas, mesmo que as festas não são formadas apenas de drogas elas estão presentes assim como em outros tipos de movimentos ou festas populares como carnaval ou algo do tipo, nosso movimento é formado de atitudes e livre arbítrio

Post retirado site hypescience disponível neste link.

Jefferson Ricardo Bernardino, formado em análise e desenvolvimento de sistemas, atualmente atuando na área, passa a maior parte de seu tempo ouvindo música eletrônica, gosta de todos os estilos e vertentes, mas seu coração bate mais forte quando escuta fullon ou progressive-trance. Jefferson.rbr@gmail.com

Perfil: Hallucinogen Simon Posford

Arquivado em: DJ's, Música | 1 Comentário »
novembro16

Simon Posford é o nome por trás do projeto de goa trance Hallucinogen, nascido na Inglaterra em 1971, seus primeiros trabalhos foram como engenheiro de som de selos como TIP(Raja Ram) e Dragonfly (Youth).
Seu primeiro álbum, Twisted, foi um dos mais influentes na cena eletrônica de seu tempo ajudando a definir o gênero psychdelic trance, o álbum seguinte, The Lone Deranger apenas consolidou a sua influẽncia.
A partir de então, Posford aventurou em inúmeras colaborações com outros artistas. Seus projetos mais notáveis como Raja Ram em Shpongle, Martin Glover no Celtic Cross, e Prometeu (aka Benji Vaughan) e Marc Brownstein (from The Disco Biscuits) em Younger Brother.Os vocalistas que utiliza com mais freqüência em sua música são Michele Adamson e Abigail Gorton. He has worked outside the genre of Psytrance with the album A Valid Path by Alan Parsons . Ele já trabalhou fora do gênero de Psytrance com o álbum Um caminho válido por Alan Parsons.
Ele também é o co-fundador da Twisted Records com Simon Holtom (gerente antes de etiqueta Youth Dragonfly), que é um dos mais influentes gravadoras psychedelic trance.A faixa de Hallucinogen, chamado Tweak “n Bubble”, é apresentado o jogo de vídeo Gran Turismo 4.
Em 2002, In Dub foi lançado, uma coletânea de remixes dub Ott de Hallucinogen faixas.
Nos últimos anos, Posford promoveu uma estreita relação com a banda jamtronica, The Disco Biscuits, fazendo aparições em Camp Biscos 5, 6 e 7, bem como produzir faixas do próximo álbum da Biscuits, prevista para 2009.
Hallucinogen leva um estilo único que ao mesmo tempo que vai de melodias psicodélicas com passagens pelo rock e muitos elementos tribais em suas produções, é muito triste pensar nisso, mas no Brasil este é um estilo que serpa difícil ver em festas normais ou até  festivais, é uma coisa que o povo brasileiro não admira muito, até admito que não seja um som muito animado quanto o fullon ou prog-trance, mas seria ótimo ver um som desses em uma tenda alternativa ou no chillout das festas.

Fica ai dicas de alguns links pra conhecer a vertente e o trabalho de alguns produtores deste estilo.

http://www.myspace.com/therealshpongle

http://www.myspace.com/hallucinogen151

http://www.myspace.com/goatrancenet


Jefferson Ricardo Bernardino, formado em análise e desenvolvimento de sistemas, atualmente atuando na área, passa a maior parte de seu tempo ouvindo música eletrônica, gosta de todos os estilos e vertentes, mas seu coração bate mais forte quando escuta fullon ou progressive-trance. Jefferson.rbr@gmail.com

Boom Festival: Ingressos começam a ser vendidos em Novembro.

novembro12

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Para o pessoal interessado em conferir um dos mais conceituados festivais de música eletrônica!
Acabei de ver no site do mushrootz.org que já saiu as datas para compra dos ingressos do Boom festival 2010, abaixo as datas e valores:

1º Lote: de 2 nov a 15 dez – 600 ingresso (somente on line) 125
2º Lote: de 16 dez a 14 mar – 10000 ingressos 150
3º Lote: de 15 mar a 26 jun – 10000 ingressos 175

Para quem gosta de música boa e muita cultura o Boom Festival é o lugar certo, realizado na ciade de Idanha- a- Nova em Portugal, sempre no período da lua cheia de 18 a 26 de agosto de 2010.
Para maiores informações acesse o site: www.boomfestival.org

Daianny Lima Correa, estudante do curso de Biologia, sempre gostou de música eletrônica, no ano de 2008 começou a ir em festas e se apaixonou ainda mais pela cultura trance, seus gêneros preferidos são full on morning e eletro mas escuta todas as vertentes da e-music. daianny.correa@gmail.com

UP#10 divulga line up completo.

novembro10

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O Universo Paralello na sua edição de aniversário de 10 anos promete vir com tudo e surpreender muita gente.
Hoje saiu o line up completo da pista alternativa e goa, agora só falta o chill out mas, o pessoal ainda não sabe quando será divulgado. Abaixo o line up completo das pistas alternativa e goa!

Pista Alternativa
Alien Tech – BR
Artech – BR
Atomic Drop – UK
E.lise – BR
Felguk – BR
Hamelim – MEX
John Ohm – UK
Jossie Telch – MEX
Khains – SW
Kooteck – BR
Kriminal Groove – BR
Nano Tech – BR
Rank Tanp – BR
Ruls – MEX
Tiago Faisao – BR
AKD – IL
Adrian Boneti – FR
Alexr – PT
Allan Chagas – BR
Allison – BR
Caballero – MEX
Caio Carvalho – BR
Caroles – BR
Clarys – BR
Danilo – BR
Danyel – NL
David Doran – DE
Douglas Devil – BR
Du Nicolau – BR
Edoardo Marvaso – IT
Fat Set – BR
Felipe Soares – BR
Frank.e – DK
Fred Martins – BR
Gabriel Boni – BR
Gino – IT
Guerra vs Raulzito – BR
Ilan Kriger – BR
Inge – BR
Iraja – BR
Jamie Blonde – BR
Jeff – BR
JR – BR
L Cio – BR
Los Mendes – MEX
Lucho Perez – ARG
Mad Moror Miquel – DE
Mau vs Kost – BR
Miss Coller – BR
Monica Moë & Phil Locker – AUS
Ocean – NL
Rhammus – BR
Rmotta – BR
Robbie Romero – DE
SE*BO – DE
Sun Show – NL
Tati Sanches – BR
Tom Real – UK
Troll – BR
V.Falabella – BR
Vinni – BR
Yuli – IL
Ahmet Sendil – TK
Alex Kenji – IT
Marshall – IT
Oblivion – BR
Amnésia – BR
Wash & Chicco Aquino – BR
Zuno – BR
Dre – BR
Dimitri Nakov – UK
Laurent – BR
Dahan – BR
VOR – BR
Daniel Marques – BR. LIVE
Propulse – BR. LIVE
Allan Villar – BR
Dizzi – BR
Hopper – BR
Komka – BR
Loghan – BR
M. Tahan – BR. LIVE
Mari Perelli – BR
Marko – BR
Pedro Righetto – BRPilula – BR. LIVE
Alex J X Carmona – BR
Christof – FR. LIVE
Fabricio Roque – BR
Gaz James – UK
Glocal – BR. LIVE
13th Floor – BR
Al3 – BR
Daniel Avellar – BR
Phantazma – BR. LIVE
Yosh – BR. LIVE
Eli Iwasa – BR
Juka – BR
Sabia – BR
Salin – BR
Sassah – BR
Willian Henry – BR
Jean Tavares – BR
Jeremy – BR
Luiz Pareto – BR
Mauro Farina – BR
Oscar Bueno – BR
Exequiel – ARG
Fernando Papi – BR
George ACTV – BR
Ieras Jows – BR
Claudio Brio – BR
Flow & Zeo – BR
Flutuance – BR. LIVE
Fuzion – BR. AV
James Monroe – UK
Kore – MEX
Luthier – BR
Luthier – BR. LIVE
Matera – BR
Raul Meneleu – BR
Ricardo Estrella – BR
A.Vant-Garde (Shama & Sheetarah) – BR.LIVE
CBR – BR. LIVE
Djuma SoundSystem – DK. LIVE
EMOK – DK
Glitter – BR. LIVE
Jay B – BR
Malana – BR
Ronin – GE
Sax Appeal – BR. LIVE
Shanghai Project – BR. LIVE
Sleek – CH. LIVE
The Reality Scientists – BR. LIVE
Uone – AU. LIVE

Pista Goa

Abstract Sunrise Plusquam Records -Br
Aerophobia Vagalume Records – Nl
Bezoar Mind Tweakers – Br
Biomechanic Beat Culture – Br
Cannibal Barbecue Antimateria Recordings – Br
Demonizz Dead Tree / 4am – Br
Disfunction Cosmic Conspiracy – Br
Dni Euphoria Ultravision Records – Por
Diksha Spiritual Guide – Br
Dread Control Mind Tweakers – Br
Erotic Dream Planet Ben Records – Br
Helios Logical Light Productions – Us
Kronic 24/7 Records – Br
Ikpeng 2to6 / Triplag Music – Br
Ital Antu Records – Chile
Jumpers Planet Ben Records – Br
Karmatron Enlight – Br
Life Style Wired Music – Br
Magma Ohm Antimateria Recordings / Tremors Undersground – Br
Mandala Echoes Namahah Records – Br
Mental Control Fx System – Br
Naked Tourist Parvati Records – De
Neo Vox Tantrunn Records – Br
Nukleall Looney Moon – It
Odiseo Iboga Records – Mex
Onion Brain Mind Tweakers – Br
Opsy Soundmute Records – Cr
Phanton Antu Records – Br
Proagressivo Vooar – Br
Protoactive Freakuency Records – Br
Psymetrix Wild Things Records – Uk
Psyxel Audioalchemists – Arg
Reality Scientist Wild Artists – Br
Skcuros Vooar Br
Smoke Ship Mind Funk Music – Br
Space Vision Mars – Br
Strange Doctor Planet Ben Records – Br
Stereographic Boom Shanka Music – Br
Swe Dragon Beat Gate – Br
Synesthesis Live Av Ecologic – Br
Telepatic Antu Records – Chile
Terra Freakuency Records – Br
Whiptongue Looney Moon Recors – Br
Yagé Antu Records – Arg
Zartrox Mind Tweakers – Br
Zlott Antu Records – Chile
Zzinomed Uroboros Prod. – Br

Daianny Lima Correa, estudante do curso de Biologia, sempre gostou de música eletrônica, no ano de 2008 começou a ir em festas e se apaixonou ainda mais pela cultura trance, seus gêneros preferidos são full on morning e eletro mas escuta todas as vertentes da e-music. daianny.correa@gmail.com

Bizarro: vendedor do mercado livre anuncia kit para rave.

novembro10

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Passeando pela internet, nosso colaborador leandro(zarro), achou um pérola em questão de diversidade e modismo nas raves, é impressionante o ponto que estamos chegando com as festas…
No site de vendas pela internet mercadolivre.com.br, um vendedor anunciou um produto no mínimo bizarro, é um kit formado por um óculos(aviador) e um chapeuzinho(justin) para festas raves ele oferece em 3 tamanhos, se quiser ver o anuncio completo acesse este link, agora pare e pense, onde vamos chegar com todo esse modismo? O que pessoas como estas pensam a repeito das festas? Ou então como elas contribuem para o depreciamento das raves?
Como eu já havia falado certa vez aqui no blog, que as festas são o que são hoje graças a sua diversidade, onde todos são iguais , independente de suas atitudes ou estilos, as raves são fortemente apoiadas na igualdade e na não diferenciação das pessoas, ou então como diz a Daianny VIVA A DIVERSIDADE, mas por outro lado as vezes a diversidade me irrita, com todo esse modismo as situaçãoes estão ficando cada vez pior, quando você fala a alguém que frequenta raves, o que as pessoas imaginam, com certeza isso ao logo acima, mas fazer o que né, tomara que um dia isso acabe ou pelo menos diminua.

Jefferson Ricardo Bernardino, formado em análise e desenvolvimento de sistemas, atualmente atuando na área, passa a maior parte de seu tempo ouvindo música eletrônica, gosta de todos os estilos e vertentes, mas seu coração bate mais forte quando escuta fullon ou progressive-trance. Jefferson.rbr@gmail.com

A queda do muro de berlim e as raves!

novembro9

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Hoje dia 9 de novembro de 2009 se comemora 20 anos da queda do muro que dividia a Alemanha em dois países diferentes, a Alemanha oriental(comunista) e a Alemanha ocidental(capitalista) que durou 28 anos, mas espera ai o que isso tem a ver com raves, cultura trance ou mesmo nosso blog?
Passeando pela internet um dia desses constatei que tinha algo em comum sim e que as raves de hoje são diversificadas e tem um espirito de rebeldia de uma sociedade caótica cansada de tanta hipocrisia social, tentando assim lutar contra a mesmice cotidiana, talvez não esteja tão ligado a cultura de transcendência mas sim a cultura eletrônica, veja logo abaixo a ligação dos dois fatos que talvez muitos acham que não tem nada a ver.

A cultura tecno berlinense nasceu com a queda do Muro de Berlim. Trilha sonora da reunificação entre o público jovem, marcou o reencontro do oeste e do leste nos porões vazios da cidade num frenesi de luzes estroboscópicas e ritmos eletrônicos. Hoje, 20 anos mais tarde, Berlim tornou-se a capital mundial da cultura club.

“O Muro caiu fazendo estrondo e esse estrondo repercutiu também na música”. Assim o pioneiro DJ berlinense Tanith descreve o papel do tecno como trilha sonora do período. Ao contrário da reunificação política, que só veio a acontecer quase um ano depois, em 1990, a reunificação popular alemã já acontecia a todo vapor nas pistas de dança das festas tecno da cidade. Jovens do Leste correram em massa aos clubes da Alemanha Ocidental e trouxeram, juntamente com os gays, a disposição para festejar que a noite berlinense assumiu e mantém até hoje.


A diferença entre os alemães ocidentais e orientais dissolveu-se numa explosão delirante de ritmos eletrônicos e luzes estroboscópicas. Ativistas do tecno oriundos de Berlim Ocidental partiram em busca de espaços no leste da cidade e inauguraram, poucos meses após a queda do Muro, os primeiros clubes de tecno em Berlim Oriental. Também o promoter Wolfram Neugebauer, conhecido como Wolle XDP, da antiga República Democrática Alemã, associou-se ao DJ Tanith, de Berlim Ocidental, numa série de festas rave chamada “Tekknozid”.

Paraíso temporário
O sucesso da cultura tecno de Berlim desde novembro de 1989 deve muito à estrutura da cidade. A ocupação de espaços ociosos e terrenos baldios possibilitou o florescimento de uma cena independente. Porões foram invadidos e transformados provisoriamente em clubes e bares. A semente da cultura de clubes de Berlim é o “UFO”, aberto em 1988, em um porão de Kreuzberg. Dele resultou o “Tresor”, em 1991. Dimitri Hegemann, operador do local, reformou a sala-cofre de aço da antiga loja de departamentos Wertheim, na Praça de Potsdam, que com seu charme industrial rústico, tornou-se o estilo padrão dos clubes de Berlim.

DJs e convivas apropriaram-se também de antigos centros culturais da República Democrática Alemã para promover festas que varavam a noite. O abandonado restaurante Ahornblatt foi reformado para dar lugar a um templo do rave com a festa Exit; “Tacheles”, o centro artístico da rua Oranienburger Straße, em Berlim Oriental, também abarcou a cena dos clubs jovens; armazéns vazios às margens do rio Spree encheram-se de noctívagos coloridos da série de eventos do Planet, famosos por sua decoração fantasiosa. Nessas áreas autônomas temporárias, a cultura tecno pode se desdobrar tranquilamente, com toda a sua ânsia de autoafirmação e excessos noturnos.

Venda esgotada e ressurreição da cena
Como toda subcultura, a cena tecno berlinense atingiu seu auge, entre 1989 e 1992, passou por fases de fragmentação, de 1992 a 1995, e por um período de comercialização, de 1995 a 2004. No início, preponderava uma postura de autoafirmação, cujo lema era “faça você mesmo”. Empreendedores e convidados se confundiam e os proprietários dos clubes mais importantes provinham da própria cena.

Pragmáticos, otimistas e autodidatas combinavam prazer, ativismo e negócio. Os clubes funcionavam como espaços de encontro informais e igualitários, abertos a todas as pessoas, sem distinção de classe social e vida pregressa. Uma vez mergulhados no público dançante, não importava se eram orientais ou ocidentais.

Por meio de megaeventos como a “Loveparade” e o “Mayday”, ocorreu, ao longo do início da década de 1990, uma mudança de paradigma, passando da produção ao consumo e da subcultura (underground) ao cenário principal (mainstream). A primeira “Loveparade” aconteceu no dia 1º de julho de 1989, com apenas 150 participantes. Dez anos mais tarde, atingiu seu ápice, com 1,5 milhões de visitantes. O tecno tornou-se cultura de massa e foi proclamado movimento jovem nacional. A venda maciça implicou uma estagnação de criatividade na cena tecno. Com a propaganda massiva em torno da “Loveparade”, o público perdeu rapidamente o interesse pela cultura techno. E a cena voltou aos porões.

A cena tecno experimentou seu maior florescimento na primeira década do novo milênio. Berlim tornou-se a capital da cultura internacional de clubs e foi ganhando a condição de Ibiza do Norte. Todos os fins de semana, milhares de turistas viajam para Berlim em busca de festas. Da cena tecno emergiu uma cultura pop internacional, primeiro fenômeno dessa natureza a surgir na Alemanha. Sua história de sucesso começou em novembro de 1989. A eufórica unificação dos jovens das Alemanhas Oriental e Ocidental nas primeiras festas tecno, após a Queda do Muro, lançou as bases da atual cultura de clubs berlinense e da fama que alcançou como evento cosmopolita e igualitário.

Post original retirado do seguinte link: http://www.alemanja.org/index.php?option=com_content&view=article&id=1305:capital-mundial-berlim-e-o-tecno-apos-a-queda-do-muro-&catid=89:vida-noturna&Itemid=101


Jefferson Ricardo Bernardino, formado em análise e desenvolvimento de sistemas, atualmente atuando na área, passa a maior parte de seu tempo ouvindo música eletrônica, gosta de todos os estilos e vertentes, mas seu coração bate mais forte quando escuta fullon ou progressive-trance. Jefferson.rbr@gmail.com
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